Orientado por Venâncio Mondlane, o partido Anamola convocou para este sábado, 24 de Outubro em Maputo, a realização da sua I Convenção Extraordinária tendo em vista a discussão das questões mais candentes a nível interno e externo do partido.
Ainda não foi divulgada a agenda oficial do encontro, mas o partido diz que deverá ser um marco de reflexão, unidade e definição dos próximos passos na caminhada por um Moçambique livre e autónomo.
Sob o lema «O Futuro Começa Agora!», o encontro é apontado também como um momento de elevada importância política e organizacional. O objectivo principal é promover a reflexão interna, fortalecer as instituições do partido e consolidar a sua visão estratégica perante os desafios actuais e futuros de Moçambique, quando falta memos de um mês para o julgamento de Venâncio Mondlane no Tribunal Supremo, que também já negou a transmissão em directo pelos órgãos de comunicação social da sessão.
A realização da Convenção Nacional Extraordinária foi confirmada pelo partido depois da reunião do Conselho Nacional Extraordinário, realizada em Setembro. A decisão surge numa altura em que Anamola procura consolidar a sua estrutura interna depois do primeiro ano de existência. O encontro também realiza-se numa quase cerca de três semanas do julgamento de Venâncio Mondlane, o presidente. O julgamento está marcado para o dia 17 de Novembro. Apesar de a agenda oficial do encontro ainda não ter sido tornada pública, alguns sectores da política acreditam que a convenção extraordinária vai debater o futuro da liderança cujo capital político parece incerto e beliscado pelo julgamento. Analistas consideram essencial que este momento seja aproveitado igualmente para decidir sobre o futuro do líder na eventualidade de vir a ser condenado. Esta semana, o secretário-geral do partido disse em conferência de imprensa que o Anamola não considera a possibilidade de Venâncio Mondlane vir a ser condenado. Para o Anamola o seu presidente será absorvido e o seu mandato obedece aos estatutos.
Segundo o porta-voz nacional, Alberto Manhique, o partido já alcançou 94% de implantação territorial em Moçambique para ale de estar presente também em oito países da diáspora.
A reunião poderá também servir para avaliar a organização do partido, definir prioridades e preparar a estrutura para os próximos ciclos eleitorais, num momento em que a Anamola afirma querer disputar as eleições autárquicas de 2028 e as gerais de 2029. Oficialmente, desde o seu lançamento o ano passado de 2025, 65 pessoas entre membros e simpatizantes foram mortas por motivações políticas. Acredita-se que o julgamento do presidente do Anamola é político e é uma manobra da Frelimo que visa manchar o cadastro criminal de Venâncio e impossibilitar a sua participação nas eleições presidenciais de 2029.





