III Conselho Nacional da Renamo em Maputo Sem Evidências Sobre Reintegração das Alas Desavindas

O partido Renamo reúne desde hoje, 21 de Outubro em Maputo na sua III Sessão do Conselho Nacional.

A realizar-se entre os dias 21 e 22 de Outubro, em Maputo, o encontro decorre sob o lema:

“Renamo, reflectindo sobre a democracia de ontem, hoje e amanhã” e é apresentado como um momento de reflexão sobre a história, os desafios do presente e do futuro do partido dirigido por Ossufo Momade. Mas não há sinais de o encontro da Renamo vir a servir para juntar as alas desavindas e que contestam a liderança de Ossufo Momade.

O encontro, dirigido pelo Presidente do Partido, reúne os membros do Conselho Nacional e convidados, para debater assuntos internos do Partido e assuntos de interesse nacional numa altura em que um grupo de quadro tem estado a desencadear inúmeras acções de protesto contra os métodos de liderança de Ossufo Momade, que não esconde estar a usar a sessão de Maputo para mostrar aos seus directos detractores a sua predominância, poder e controlo das mais importantes estruturas da Renamo.

No seu discurso de abertura o presidente Ossufo Momade garantiu que a Renamo é e está una e coesa e nenhuma força interna ou externa tem o poder para criar quaisquer actos sobre a sustentabilidade da coesão instalada. Momade insiste igualmente que não se recusa a deixar a liderança, mas diz que o facto deve acontecer em obediência estatutária e não pode ser por vontade de qualquer que seja o membro.

O grupo de contestatários, liderado pelo antigo deputado António Muchanga incluído João Machava antigo guerrilheiro, não foi convidado a fazer parte da III sessão do Conselho Nacional que decorre em Maputo.

Este mês um grupo de quadro do partido na cidade da Matola, província de Maputo convocou os órgãos de comunicação social para incendiar em público aos símbolos e materiais da Renamo com a imagem de Ossufo Momade.

A III sessão do Conselho Nacional da Renamo junta também entidades como Ivone Soares, sobrinha do carismático líder Afonso Dhlakama, que nos último tempo tem estado passear no topo do regime que governa em Moçambique dada a sua relação parentesco com a primeira dama Gueta Chapo

Impossível copiar o conteúdo desta página