O Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, participou, no 14 de Setembro, como painelista na Primeira Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, uma sessão orientada pelo Chefe de Estado Daniel chapo em Maputo.
Na sua intervenção, subordinada ao tema “Segurança Alimentar e Nutricional em Moçambique – Olhando na Perspectiva de Recursos Hídricos”, Fernando Rafael destacou que cerca de 70% da agricultura nacional é familiar e de sequeiro, o que aumenta a exposição da produção às secas, irregularidade das chuvas e cheias. Moçambique dispõe de 104 bacias hidrográficas, 16 barragens com capacidade superior a um milhão de metros cúbicos e cerca de 59,2 mil milhões de metros cúbicos de capacidade total de armazenamento, embora cerca de 54% do escoamento superficial anual seja gerado fora do território nacional.
Como resposta, o Governo está a reforçar investimentos em armazenamento, regularização e protecção dos recursos hídricos, incluindo as barragens de Locomuè, Muera e Macuje, pequenas barragens e intervenções em diques de protecção de áreas produtivas. Estas infra-estruturas deverão assegurar maior disponibilidade de água para consumo, irrigação e criação de gado, ao mesmo tempo que reduzem a vulnerabilidade das comunidades e das zonas agrícolas aos eventos climáticos extremos.
As intervenções enquadram-se no PROÁguaS 2026–2036 – Compacto Nacional de Segurança Hídrica, lançado pelo Presidente da República, que procura transformar a disponibilidade e gestão da água num suporte efectivo à produção, à segurança alimentar e ao desenvolvimento económico. Para o sector, garantir água em quantidade, no lugar certo e no momento necessário é uma condição fundamental para produzir mais, reduzir a dependência da agricultura de sequeiro e concretizar a visão presidencial de um país mais produtivo, resiliente e economicamente independente.





