Sob a direcção de Alberto Libombo, teve lugar, entre os dias 08 e 09 de Agosto corrente, na cidade de Xai-Xai, a Conferência Extraordinária Provincial do partido Frelimo em Gaza.
O evento tinha como objectivo a eleição de Almeida António Guelume ao cargo de Primeiro Secretário do Comité Provincial do partido naquela província do sul de Moçambique.
Para o Secretariado, foram eleitos nomeadamente Melta Maoze, para a área de Organização, Formação, Quadros e Assuntos Parlamentares; Regina Dimande, para o pelouro de Administração e Finanças; e Alberto Niquice, para a área de Mobilização, Organizações Sociais, Comunicação e Imagem.
Na mesma sessão, foi também reconduzida a camarada Ilda Filimão Cuna ao cargo de Secretária do Comité de Verificação do Comité Provincial.
Almeida António Guelume foi eleito para o cargo de Primeiro Secretário do comité Provincial da Frelimo em Gaza, num processo que foi disputado em duas voltas com a participação de três candidatos.
Na primeira volta, nenhum dos candidatos conseguiu alcançar a maioria absoluta de 50% mais um, o que forçou a realização de uma segunda volta, nos termos dos estatutos do partido.
Na primeira votação, Almeida António Guelume foi o candidato mais votado, com 54 votos, seguido de Sérgio Moiane, com 34 votos, e Maria Helena Langa, que obteve 27 votos.
Face aos resultados, os delegados avançaram para a segunda volta onde os dois candidatos mais votados, Almeida António Guelume e Sérgio Moiane, passaram para a fase seguinte, ficando para trás Maria Helena Langa fora da disputa.
Na segunda volta, que contou igualmente com a participação de 115 membros do Comité Provincial, Almeida António Guelume foi eleito Primeiro Secretário do comité Provincial da Frelimo em Gaza com um total de 69 votos, correspondentes a 60%, contra 46 votos, equivalentes a 40%, de Sérgio Moiane.
Com a sua eleição, Almeida António Guelume assume a responsabilidade de conduzir os destinos do partido em Gaza. A eleição de Guelume encerra uma fase de crise na liderança na Frelimo em Gaza, que impactou também o governo local e que culminou com a queda da governadora provincial Margarida Mapandzene. A governado foi obrigada a renunciar de livre vontade depois de uma de uma onde de detenções de elementos do seu gabinete por envolvimento no saque de donativos destinados ás milhares de vitimas das cheias que fustigaram a província na época chuvosa 2024/2025.





