Municípios da Área Metropolitana de Maputo Ensaiam Novas Tarifas de Transporte de Passageiros

Os presidentes dos municípios da área metropolitana de Maputo estão a realizar trabalhos conjuntos com vista ao ajustamento das tarifas dos transportes de passageiros na região face a subida dos preços dos combustíveis na sequência da crise imposta pela guerra no Meio Oriente.

Uma sessão de reflexão envolvendo os presidentes de seis municípios incluindo Namaacha, teve lugar no passado dia 03 de Agosto de 2026, na Cidade de Maputo, em sede da II Sessão Extraordinária. O encontro foi dirigido pelo Presidente do Conselho Municipal da Cidade da Matola, Júlio Parruque, na qualidade de Presidente do Conselho Metropolitano de Transportes de Maputo.

O encontro serviu essencialmente para o estabelecimento de novas tarifas dos vulgos chapas, mas as propostas não foram tornadas públicas, uma vez que deverão ser aprovadas pelas respectivas Assembleias Municipais. Aliás, em Julho findo, a assembleia municipal do município de vila de Marracune aprovou e anunciou novas taxas de transporte, mas ainda não estão em implementação, em parte devido a sua impraticabilidade de forma isolada, uma vez que o município de Shafee Sidat partilha o seu território e rotas com Maputo e Matola. Espera-se que este mês os restantes municípios anunciem as novas taxas a serem cobradas.

Os municípios que constituem o Conselho Metropolitano de Transportes de Maputo são, nomeadamente as Cidades de Maputo e da Matola, as Vilas de Boane, Matola-Rio, Namaacha e Marracuene.

As diligências municipais em torno das taxas nos transportes acontecem numa altura em que os operadores do sector denunciam o facto de o governo não estar a honrar com o seu compromisso relativo aos desembolsos dos subsídios de compensação prometidos para fazer face aos altos preços dos combustíveis. Os transportadores dizem que não estão a receber o dinheiro prometido, mas o governo, por seu turno, garante que está a pagar a todos os operadores que operam legalmente. Oficialmente, mais de cinco mil viaturas de transporte colectivo de passageiro circulam actualmente na região metropolitana de Maputo.

Refira-se que no final do mês de Julho, os chapeiros decidiram interromper o transporte de passageiro como forma de pressionar o governo a pagar os subsídios de compensação que rondam entre os trinta e pouco mais de cinquenta mil meticais. Alguns sectores da opinião pública acreditam que mexidas nos preços dos transportes poderão gerar uma onda de protestos e violência pública.

A reunião debateu ainda o ponto de situação do pagamento dos subsídios de compensação, onde foi aflorado que nos últimos dois meses, foram pagos mais de 238 milhões de meticais aos transportadores inscritos, numa altura em que continua a crescer o número de inscrições.

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