O partido Podemos informou que está marcada para hoje, quarta-feira, dia 03 de Junho, pelas 09h00, no Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, a sessão da leitura da sentença do caso relacionado aos alegados recebimentos de subornos por parte do presidente do partido com vista a alterar os resultados das sétimas eleições gerais do ano de 2024 em que a Frelimo e Daniel Francisco Chapo foram declarados vencedores pelo Conselho Constitucional
O Gabinete Central de Combate a Corrupção, GCCC, confirmou ter recebido em Janeiro de 2025, uma denúncia do CDD, representada pelo seu presidente Adriano Nuvunga, alegando o recebimento pelo presidente do partido Podemos, Albino Forquilha, de 219 milhões de Meticais, provenientes do partido Frelimo, com o objectivo de abandonar a luta pela verdade eleitoral.
Após o recebimento da denúncia, o GCCC disse que procedeu a triagem do expediente, tendo constatado que a aquela não trazia alguns dos elementos mínimos exigidos por lei, designadamente, a descrição clara dos factos, identificação dos possíveis autores, local, tempo, circunstâncias e elementos de prova.
Não obstante, o GCCC decidiu abrir um processo e realizar a instrução para investigar a existência do crime, determinar os seus agentes e colher as provas, tendo sido ouvido e dada a oportunidade ao denunciante para trazer os elementos de sustentação da denúncia.
Para o partido Podemos Adriano Nuvunga, acusou de forma falsária, ao presidente do Podemos Albino Forquilha de ter “vendido a verdade eleitoral”, nas eleições presidenciais de 2024.
Alguns sectores da opinião pública acredita que Adriano Nuvunga pode não ter provas sobre das acusações que faz contra Forquilha. Acredita-se numa calúnia e difamação desencadeada por Nuvunga contra Forquilha embalado pelo ambiente de tensão e violência que se viveu imediatamente a seguir as sétimas eleições gerais e multipartidárias realizadas em Outubro de 2024 em Moçambique.
Recorde-se que na primeira sessão de julgamento foi em Novembro de 2025, Adrinano Nuvunga chegou ao tribunal por volta do meio-dia na companhia da sua equipa de defesa e colaboradores do CDD.
O julgamento registou vários adiamentos e algumas sessões não terão sido realizadas por falta de comparência de Nuvunga.





