O Partido Podemos diz que manifesta a sua profunda consternação e o mais firme repúdio perante o bárbaro assassinato do Delegado da Aanamola, Anselmo Vicente em Chimoio, província de Manica, semana passada.
Para o partido Podemos, um acto criminoso e macabro que choca a consciência nacional e enluta não apenas a classe política e associativa, mas toda a sociedade moçambicana, disse o porta-voz do partido Duclésio Chico, numa reacção considerada tardia em alguns círculos de opinião.
“Trata-se de um crime grave, condenável e intolerável num Estado que se pretende democrático e de direito. Quando a violência silencia cidadãos, ameaça instituições e instala o medo no seio da sociedade, não é apenas uma família que perde um ente querido — é o próprio país que é ferido na sua estabilidade moral, institucional e social” refere o comunicado do Podemos apresentado a imprensa.
Para o partido Podemos, a vida humana é sagrada e a segurança dos cidadãos é uma obrigação do Estado tanto mais que a justiça não pode continuar lenta, selectiva ou silenciosa perante crimes desta natureza.
O Podemos exige das autoridades competentes uma investigação séria, transparente, célere e independente, para que todos os autores materiais e morais deste hediondo crime sejam identificados e responsabilizados nos termos da lei. “O povo moçambicano está cansado de assistir ao crescimento da criminalidade, da violência e da impunidade sem respostas firmes e eficazes por parte das instituições. Moçambique não pode transformar-se num Estado onde o medo substitui a confiança e onde a impunidade encoraja o crime” explica o porta-voz.
De acordo com o Podemos é imperioso restaurar a autoridade da justiça, reforçar a segurança pública e devolver aos cidadãos a confiança nas instituições do Estado. “Neste momento de dor, o Podemos endereça as suas mais sentidas condolências à família enlutada, ao Partido Anamola e a todos os amigos e companheiros do malogrado. Que encontrem força, união e conforto para enfrentar esta irreparável perda”.
O Delegado Político do Anamola em Manica foi morto a tiro no passado sábado, 9 de Maio, nas ruas da cidade de Chimoio, quando regressava de uma actividade política. A Polícia da República de Moçambique, PRM confirmou o tiroteio e explica que os assassinos faziam-se transportar numa carrinha de marca Isuzu, cor vermelha, e que a corporação está investigar o caso e ao encalço dos malfeitores.
O partido Anamola encerra hoje uma série de actividades, que durante três dias, vinha realizando ao nível do país como a observância do luto nacional de três dias, observância de 1 minuto de silêncio, entoação do Hino Nacional de mãos dadas, uso de roupa preta e manifestação simbólica de repúdio através de apitos, buzinas, vuvuzelas e palavras de resistência: “Podem nos matar, mas não vamos desistir.” A Renamo foi primeira a reagir condenando o acto. A Frelimo ainda não se pronunciou formalmente.





