Na sequência do assassinato, sábado, 9 de Maio, do Coordenador Político do Anamola na cidade de Chimoio, província de Manica, o Presidente do partido, Venâncio Mondlane, fez uma comunicação através de uma live na sua página do fecebok. Reagindo ao crime sobre o assassinato do seu colaborador, Anselmo Abílio Vicente, o presidente do Anamola lançou uma convocação de protesto silencioso nacional para esta terça-feira, 12 de Maio’ “em que todos devemos estar vestidos de luto” explica-se Mondlane.
Na sua live esta segunda-feira, 11 de Maio, o Presidente do Anamola referiu-se aos vários desafios de governação vividos actualmente incluindo a crise dos combustíveis, mas convocou para iniciar amanhã três dias de luto nacional pela morte a tiro nas ruas de Chimoio do Delegado Político Anselmo Vicente.
Segundo Mondlane a partir das 13h00 “todos devemos fazer um minuto de silencio, reunidos nas nossas casas, locais públicos, gabinetes de trabalho, jardins, de mãos dadas e entoando o Hino Nacional e a seguir o hino do partido Anamola”.
Tal como foi aquando das manifestações que se seguiram as eleições gerais de 2024, Venâncio Mondlane convidou “todos os chapeiros e proprietários de viaturas devem buzinar enquanto os peões tocam apitos e vuvuzelas, fazendo vídeos pelos celulares para posterior partilha nas redes sociais.
O presidente do Anamola disse que um total de 5 membros do partido já foram assassinados e 436 de violência contra membros foram registados. O Anamola iniciou formalmente a operar no ano de 2025.
As autoridades da saúde e da Polícia da República de Moçambique, PRM, confirmaram aos órgãos de comunicação social a morte a tiro do Coordenador Político do Anamola no passado sábado. A saúde diz que Anselmo Vicente chegou com vida ao hospital, mas não resistiu devido a gravidade das fracturas provocadas pelos tiros que atingiram a vítima.
Mouzinho Manasse, da PRM em Chimoio, explicou que indivíduos que praticaram o crime continuam a monte e ao encalço das autoridades e as investigações realizadas indicam quem os criminosos faziam transportar numa viatura de marca Isuzu vermelha abriram fogo e de seguida puseram-se em fuga.
Com mais esta convocação de protesto venancista, teme-se pelo exacerbar do caos nas ruas de Maputo, que desde sexta-feira vive um espectro de greve silenciosa, na sequência da crise dos combustíveis, porquanto o agravamento do preço na semana passada aparentemente não teve impacto nos níveis de disponibilidade do produto no mercado como algumas entidades esperavam.
Esta segunda-feira os transportes de passageiros em Maputo não circularam, colocando a economia política de Maputo a funcionar a meio gás. Centenas de cidadãos funcionários públicos e privados que dependem dos vulgos chapas para chegar ao centro da capital, ficaram por terra. Os operadores dizem que não estão a receber o subsídio de cerca de 35 mil meticais/mês prometidos pelo Ministério dos Transportes e Logística, e também não acreditam na fiabilidade da promessa governamental, porque para eles o histórico das autoridades no tratamento destes casos não é bom. Dizem que já foram burlados.
Ainda esta segunda-feira, o governo colocou a disposição do publico da região metropolitana de Maputo um total de 190 autocarros, 40 dos quais para estudantes. O acto de entrega simbólica foi orientado pelo presidente Daniel Francisco Chapo no Estádio da Machava (estádio da Independência).





