Tensão de Populares Pelo Terceiro Dia em Xinavane

Apesar da tendência tímida na retoma gradual do funcionamento normal das instituições do estado, sobretudo devido a imposição pela forte presença policial, mantém se o clima de medo e insegurança em Xinavane. O problema com as populações enfurecidas ainda está muito longe de ser resolvido. Os residentes da pacata vila continuam decididos a rebelar-se. Dizem que não estão a ser ouvidos e as suas preocupações ignoradas; não estão a ser levadas a sério. Até agora nenhuma autoridade central de relevo reuniu com as comunidades locais.

Alguns populares apontam como tendo sido uma autêntica aberração, o caso do ministro Celso Coreia, da agricultura, que esteve em Xinavane e reuniu com uma elite empresarial de Maputo ignorando o povo. Membros da comunidade falam de estar a preparar mais uma onde de violência para libertar as 27 pessoas detidas pela polícia alegadamente sem culpa formada.

O problema da comunidade local é de que, os responsáveis da açucareira de Xinavane, o grupo Tongaat Hulett, apadrinhado por entidades governamentais, sempre ignoraram a população. Dizem que a Tongaat Hulett nunca assumiu qualquer compromisso legal de responsabilidade social junto da comunidade. E não é dialogante, por isso desta vez exigem uma solução eficaz e definitiva.

Ontem, na reunião com a elite de Maputo realizada em Xinavane, Alexandre Manguambe, presidente da OTM, central sindical, denunciou sérias irregularidades e desníveis relativos aos baixos salariais, que terão sido ignoradas na ocasião pelo ministro da agricultura Celso Coreia, preferindo destacar o crescimento na produção nacional do sector do açúcar de cerca de 250 mil para 500 mil toneladas por ano.

Impossível copiar o conteúdo desta página