Desde a manhã da última quarta-feira que a vila sede de Xinavane, na província de Maputo, foi tomada por populares, na sequencia da greve dos trabalhadores da Açucareira de Xinavane, a maior empregadora e mais importante unidade fabril da região.
Os residentes da vila juntaram-se às acções grevistas desencadeadas por operários da fábrica que desde Janeiro passado reivindicam junto ao seu patronato a melhoria das condições salariais e de trabalho. Praticamente todos os serviços das entidades governamentais de Xinavane estão paralisados incluindo escolas, comércio e hospitais.
A polícia local, incapacidade pelos níveis e dimensão da revolta, pediu reforço ao comando geral da polícia na capital Maputo, que prontamente despachou para Xinavane um contingente de polícias de diversas especialidades incluindo equipas de choque.
Para além de incendiar a sua casa, os manifestantes terão expulsado o chefe do posto administrativo local, depois de incendiar cinco viaturas ligeiras, algumas das quais pertencentes a entidades do governo da vila. A polícia confirmou ter detido algumas pessoas acusadas de agitação e disparou vários tiros para dispersar os manifestantes incluindo gás lacrimogéneo.
Os manifestantes também incendiaram nove edifícios maioritariamente albergando serviços do estado.
Várias entidades governamentais de nível central trabalham desde ontem naquela vila do sul de Maputo, na tentativa de conter os ânimos das populações e restabelecer o normal funcionamento das instituições do estado. Rolinho Farnela, vice ministro do trabalho e outras altas patentes da polícia estão a trabalhador a partir de Xinavane incluindo responsáveis da empresa.
Desde 31de Janeiro, cerca de quatro mil trabalhadores da açucareira exigem o aumento salarial e a regularização do bónus. Esta quinta-feira era esperado em Xinavane o Ministro da Agricultura, Celso Coreia. Onde a circulação de viaturas na estrada nacional N1 esteve condicionado.





