Comunicado Conjunto da Bélgica, França, Portugal e Suécia Sobre Reforço do Apoio às Cheias em Moçambique

A Bélgica, a França, Portugal e a Suécia reforçam o apoio de emergência a Moçambique na sequência das cheias severas que afectam várias regiões do país.

Actuando como Equipa Europa, ao abrigo do mecanismo Relief EU Humanitarian Air Bridge (HAB), os quatro países unem esforços para responder às necessidades mais prementes das populações afectadas e apoiar os esforços das autoridades Moçambicanas.

Esta ajuda humanitária de emergência chegou a Maputo no sábado, dia 7, através da ponte aérea humanitária da União Europeia. O apoio totaliza 93 toneladas, incluindo kits médicos, bens alimentares, abrigos e equipamentos de água, saneamento e higiene.

A operação foi desencadeada ao abrigo da abordagem coordenada Equipa Europa, que conjuga esforços de vários países da União Europeia e de parceiros multilaterais para reforçar a resposta internacional, em estreita articulação com o Governo de Moçambique e os parceiros humanitários no terreno.

Esta mobilização vem complementar os esforços bilaterais, bem como outras iniciativas Europeias de assistência já em curso, procurando mitigar o impacto humanitário das inundações.

A chegada deste material será assinalada numa cerimónia que terá lugar esta segunda-feira, dia 9, no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, na presença da Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, dos Embaixadores dos 4 países e da União Europeia, de representantes das organizações parceiras (FNUAP, UNICEF, OIM, Cruz Vermelha de Moçambique, Fundação Aga Khan e CARE) e do INGD.

Contributo da Bélgica

A Bélgica mobilizou a B-FAST (Belgian First Aid Support Team) para disponibilizar bens essenciais de primeira necessidade às populações afectadas. Cerca de 10 toneladas de material humanitário. No terreno, a Bélgica actua em estreita coordenação com a OIM e a UNICEF, em parceria com o Governo de Moçambique e organizações nacionais, de forma a assegurar que a assistência seja prestada de maneira célere, eficaz e direccionada às comunidades mais vulneráveis.

Contributo da Suécia

Através da Agência Sueca de Defesa Civil e Resiliência, a Suécia mobilizou apoio às pessoas afectadas pelas inundações severas em Moçambique. As tendas e mantas diponibilizadas, através do mecanismo Relief EU, deverão beneficiar aproximadamente 1400 pessoas. Será prestado apoio ao parceiro humanitário CARE e contribuirá para responder à necessidade urgente de abrigo para famílias deslocadas em áreas afectadas pelas cheias.

Contributo da França

Em resposta ao apelo das autoridades moçambicanas, a França disponibilizou 10 toneladas de material de emergência — incluindo tendas e equipamento individual para armazenamento de água. Este donativo, proveniente do Centro de Crise e Apoio (CDCS) do Ministério para a Europa e os Negócios Estrangeiros, será distribuído no terreno pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Este envio reforça o apoio francês já entregue a 2 de Fevereiro, na Beira, pelo navio de apoio e assistência CHAMPLAIN, baseado na Ilha da Reunião e integrado nas Forças Armadas da Zona Sul do Oceano Índico (FAZSOI).

Contributo de Portugal

Portugal envia 21 toneladas de bens humanitários doados pela Rede Aga Khan Para o Desenvolvimento (AKDN) e pela Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), compostos, maioritariamente, por bens alimentares e materiais de abrigo, que serão canalizados através da AgaKhan Moçambique e da Cruz Vermelha Moçambicana.

Este envio complementa o apoio já disponibilizado por Portugal no âmbito da Missão Humanitária Portuguesa “Kanimambo”, que incluiu o destacamento de 36 militares da Força de Reacção Imediata para apoio sanitário, de engenharia e em operações de busca e salvamento, bem como uma contribuição de 300 mil euros para a OCHA destinada à assistência imediata às populações e 1 milhão de euros para assistência alimentar no âmbito do Food fromUkraine para o PAM.

A Equipa Europa reitera a sua solidariedade para com o povo Moçambicano e o seu empenho contínuo numa resposta humanitária coordenada e eficaz, em apoio aos esforços liderados pelas autoridades nacionais.

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