Conselho de Ministros Volta a Xai-Xai Sem Soluções Para a Reposição da Circulação na EN1

A segunda sessão ordinária do Conselho de Ministros terá lugar amanhã, Terça-feira, 27 de Janeiro, na Cidade de Xai-Xai sob orientação directa do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, que trabalha nas províncias de Gaza e Maputo, bem como na Cidade de Maputo, com o objectivo de avaliar, in loco, a situação prevalecente naquelas três circunscrições territoriais, na sequência das severas cheias e inundações que se verificam desde finais de 2025.

Mais de uma centena (131) de pessoas já morreram e outras 779, 528 estão desalojadas e na situação de afectadas pelas cheias em Moçambique, e Maputo continua sem ligação com o resto do país devido ao corte da estrada nacional numero 1, troço que liga Incoluane e 3 de Fevereiro. O governo, através do Ministério dos Transportes e Logística, esclareceu que não há capacidade interna para repor a ligação dos cortes na N1 nos próximos 15 dias, mas os impactos sócio económicos sobre o desligamento de Maputo do resto do país são visíveis, com sérios desafios na distribuição e abastecimentos nos mercados alimentares e combustíveis na mó de cima.

Com o nível das águas já em processo de baixa gradual, indicando o abrandamento da situação das cheias e inundações, mostra-se necessário cada Membro do Governo efectuar uma verificação no terreno da dimensão dos danos causados na sua área, enquanto se continua com a gestão e mitigação dos impactos daqueles eventos extremos e se prepara a fase de reconstrução.

Por conta do trabalho de campo que vai ser desenvolvido, o Conselho de Ministros vai realizar a sua segunda sessão ordinária de 2026 na Cidade de Xai-Xai, capital da Província de Gaza, com a temática das cheias e inundações a dominar a agenda de trabalho.

A 17 deste mês, o Presidente da República sobrevoou as províncias de Gaza e Sofala, ocasião na qual constatou que estas eram as mais afectada por estas cheias e inundações – já consideradas, em sede de avaliações preliminares, como sendo as mais graves que já se registaram em Moçambique –, numa altura em que apenas os distritos de Chókwè e de Guijá (ambos em Gaza) é que se encontravam inundados, situação que, nos dias seguintes, se estendeu aos distritos de Chibuto, Limpopo e Xai-Xai, na mesma província. Com as inundações já em progressiva redução, torna-se mais eficaz avaliar a situação, tanto em sobrevoo como no terreno.

“Como as águas já estão a baixar, podemos fazer uma avaliação, ainda que geral, de forma mais objectiva. Na zona de Incoluane, por exemplo, só foi possível aferir a magnitude dos estragos causados na Estrada Nacional número 1 (N1) depois de as águas baixarem de nível. Antes, não seria possível verificar que, afinal, os danos compreendiam seis cortes apenas naquele troço, Incoluane-3 de Fevereiro, no sentido Norte-Sul”, observou o Presidente Chapo.

De referir que para além da avaliação de âmbito geral, sob a égide do Chefe do Estado e dos demais membros do Conselho de Ministros (Primeira-Ministra e Ministros), equipas multissectoriais preparam-se para desenvolver avaliações mais especializadas, ao nível de vários sectores, o que há-de alimentar o Plano Global de Reconstrução Pós-Cheias e Inundações.

 

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