Na sequência da onda de raptos que se verifica em quase todo o país, cujas vítimas são maioritariamente empresários, a Confederação das Associações Económicas, CTA, um braço empresarial ligado ao estado, vai fazer um pronunciamento esta tarde em Maputo.
Espera-se que a organização faça um pronunciamento de repúdio e condenação a estes actos criminais que afecta sobretudo a classe empresarial nacional, e muitos dos quais a sua prática envolve polícias do sector de investigação criminal.
Apesar de a preocupação da CTA poder ser considerada legítima, o gesto acontece numa altura em que a liderança desta organização empresarial estar envolta em acusações públicas sobre o seu envolvimentos em situações violações de regras básica de convivência incluindo casos de práticas desumanas e criminais.
O presidente do CTA tem sido apontado inclusive como estando envolvido em esquemas de roubos, de agressões (incluindo raptos?) de pessoas próximas, contudo, o CTA ainda não se pronunciou sobre estas matérias. Verdadeiras ou não, o facto é que uma organização do nível da CTA não se pode dar a ideia de acomodar ou conviver relaxadamente com estas acusações que encontram eco sobretudo nas redes sociais apontado o seu centro para a pessoa do seu principal líder. Agostinho Vuma.
Parece-nos que seria de bom-tom a CTA tentar organizar a casa a partir de dentro, esclarecendo, ou pelo menos distanciando-se das acusações sobre as más praticas ligadas a sua liderança. A imagem do presidente do CTA está na lama. Agostinho Vuma tem sido acusado por pessoas das suas relações de cometer actos ligados aos raptos ou pelo menos a eles assemelhados. Nunca se ouviu a CTA a fazer qualquer que seja comentário a esse respeito, muito menos convocar a imprensa para esclarecer o que estará por detrás da postura pública do seu presidente, a cara mais conhecida da organização.





