O governo de Moçambique confirmou o decurso de uma operação policial forense, levada a cabo em colaboração com a corporação internacional Interpol.
Sem adiantar prazos e mesmo resultados, o Ministro do Interior, Paulo Chachine, que confirmou a operação, disse que trata-se de um exercício que a Interpol realiza em simultâneo nos países da região cuja sede está localizada em Zimbabwe.
“É o que chamamos de operação simultânea porque existem dois tipos de operações que a interpor realiza: há operações conjuntas e operações simultâneas. Esta é uma operação simultânea; está a decorrer também na África do Sul, Tanzania, Eswatine, Zimbawe em todos os países coordenados pelo escritório no Zimbabwe”, explicou Paulo Chachine.
Enquanto isso, nas redes sociais circula uma lista de nomes de empresários moçambicanos de origem asiática aparentemente estariam em investigação pelo seu envolvimento no branqueamento de captais.
O Ministro do Interior esclareceu que o objectivo da operação é lutar contra os grandes crimes transnacionais como o tráfego de seres humanos, drogas entre outros.
O Ministro do Interior, Paulo Chachine, deu estes esclarecimentos a imprensa na passada quarta-feira dia 12 de Novembro corrente, a margem da cerimónia de posse de três oficiais comissários da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Maputo.
Foram empossados, nomeadamente Rosário Miquitaio, Comandante da PRM na Província de Maputo, Lurdes Afonso Mabunda Espada, a Comandante da Escola Prática da Polícia – Matalana, e Valentim José Chiconela, como Comandante da Escola de Formação de Unidades Especiais e de Reserva da PRM – Macandzene, todos Adjuntos de Comissários da Polícia.
Intervindo, Ministro Chachine destacou o facto de que as nomeações reflectem o reconhecimento das qualidades morais, do profissionalismo e do sentido de dever demonstrados pelos Oficiais ao longo das suas carreiras e apelou-os para exercerem uma liderança firme, inspiradora e orientada por uma visão estratégica, promovendo a consolidação da Ordem, Segurança e da Tranquilidade Públicas em todo o território nacional.
Outras noticias indicam que a Interpol enviou uma carta de rogatória a Moçambique pedindo a colaboração das autoridades entre a Procuradoria e o Gabinete Central de Combate a Criminalidade Transnacional no âmbito de uma investigação em curso envolvendo alguns empresários nacionais por suspeita de envolvimento em crimes de branqueamento de capitais





