Guebuza Primeiro Chefe de Estado A Depor Publicamente em Tribunal em Moçambique

Até aqui está tudo confirmado e acautelado para a audição marcada para esta quinta-feira, de Armando Emílio Guebuza, ex chefe de estado moçambicano, no julgamento do caso das dívidas ocultas que decorre na tenda montada na BO, cadeia de máxima segurança da Machava, algures em Maputo.

Armando Emílio Guebuza vai sentar-se na tenda da cadeia para responder perante o juiz sobre o desfalque a nação em cerca de 2.2 mil milhões de dólares americanos, contraídos em dívidas ilegais durante o período em que esteve a governar o país.

A derradeira fase de produção de provas do julgamento do caso sobre o escândalo das dívidas ocultas que desde Agosto passado decorre na tenda da BO na Machava encerra esta quinta-feira, 17 de Fevereiro, com a audição do declarante Armando Emílio Guebuza, Presidente da República aquando da contratação das dívidas. A audição do antigo chefe de estado marca o ponto mais alto da sessão de julgamento de 17 réus e mais setenta declarantes. Da tenda da BO onde vai depor Guebuza já passaram outras entidades igualmente envolvidas no escândalo chamdos a depor na condição de declarantes. São os casos de Adriano Maleiane, o actual Ministro da Economia e Finanças, Alberto Mondlane, Antigo Ministro do Interior, Ernesto Gove, ex governador do Banco de Moçambique e entre outros, Victor Borges entigo Ministro das Pescas.

Guebuza é pai de Ndambi Guebuza, réu no processo, e espera-se que, na audição, esclareça os contornos em que as dívidas foram contraídas envolvendo, para além do seu filho, altos quadros dos serviços secretos do estado, SISE.

Alguns sectores atentos admitem que Guebuza, no seu depoimento possa envolver Filipe Jacinto Nyusi, o actual chefe de estado, que na altura ministro da defesa nacional como o epicentro do escândalo.

Até aqui o actual chefe de estado é o único do grupo que tendo estado envolvido no comando operativo não chegou a ser notificado pelo tribunal para depor no caso. Com o filho preso, para os círculos críticos Guebuza não tem nada a perder. Aliás e apesar da prerrogativa legal, o então chefe de estado fez questão de que a sua audição tivesse lugar na tenda que acolhe o julgamento, em directo pelos canais televisivos e na presença da midia.

Porém, o ministério público, encabeçado no julgamento pela procuradora Cheila Marrengula, já pediu quinze dias contados do último dia da produção de provas para preparar as suas alegações finais, de dez horas.

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