Terroristas Invadem e Saqueiam no Posto Administrativo de Mahate Distrito de Quissanga em Cabo Delgado

Na noite de sexta-feira, 24 de Outubro de 2025, a aldeia de Quilipe, localizada no posto administrativo de Mahate, distrito de Quissanga, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, foi alvo de uma acção de saque por parte de elementos armados ligados ao terrorismo.

Fontes locais relataram, nesta terça-feira, 28 de Outubro de 2025, ao nosso jornal que os suspeitos roubaram diversos produtos, incluindo caixas de alimentos congelados, e invadiram duas lojas de comerciantes da aldeia. Não houve registo de mortos ou feridos.

“Na noite de sexta-feira, os terroristas passaram pela aldeia Quilipe, depois do rio Montepuez. Roubaram vários produtos e invadiram duas lojas”, relatou uma fonte local.

Segundo testemunhas, a acção foi rápida, e os elementos armados já tinham deixado a aldeia quando as autoridades militares chegaram ao local.

“Eles não demoraram muito. Quando os militares chegaram, já tinham saído”, disse um morador.

Uma fonte baseada na sede do distrito de Quissanga acrescentou que a colaboração entre a população e a segurança local tem melhorado, o que contribui para reduzir a frequência e a gravidade destes incidentes.

“A segurança está um pouco garantida porque conseguimos colaborar com a população. Diferentemente de antes”, afirmou.

O incidente em Quilipe ocorre num contexto de insegurança prolongada em Cabo Delgado, especialmente nos distritos do norte da província, onde desde 2017 grupos armados têm saqueado aldeias, causado deslocações internas e dificultado o acesso a bens essenciais. Segundo dados da ONU, centenas de milhares de pessoas já foram afectadas por acções de grupos armados em toda a província.

Em Quissanga, a situação tem sido particularmente complexa. A região tem recebido deslocados internos vindos de distritos mais afectados, como Macomia e Mocímboa da Praia, aumentando a pressão sobre a segurança e os serviços locais.

As autoridades locais continuam a monitorar a região, enquanto a população de Mahate e das áreas vizinhas mantém-se alerta e pede medidas que garantam a segurança e a protecção dos seus bens.

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