Quatro Pessoas Mortas em Incêndio Terrorista na Aldeia de Napala Distrito de Chiure em Cabo Delgado

Pelo menos quatro indivíduos, entre eles três idosos doentes, perderam a vida carbonizados após um ataque terrorista ocorrido no dia 11 de Outubro à aldeia de Napala, situada no posto administrativo de Chiúre Velho, distrito de Chiúre, em Cabo Delgado.

Os moradores relataram ontem, terça-feira, 14 de Outubro de 2025, que os terroristas chegaram à localidade durante a semana e incendiaram várias residências sem aviso prévio. Na semana passada, na zona Mugipala, localidade de Napala no posto administrativo de Chiúre Velho, esses terroristas passaram lá no dia 11 de Outubro e queimaram aquela aldeia”, disse um residente da aldeia incendiada.

As vítimas das macabras acções terroristas, aparentemente debilitadas pela idade ou pela doença, não tiveram condições para fugir tendo acabado consumidas pelas violentas línguas de fogo dentro de suas próprias cabanas.

“Eram velhos doentes que não conseguiram de sair nas suas casas, então quando eles estavam a incendiar aquelas casas, os três velhos e uma rapariga que também estavam doente, acabaram de morrer lá dentro de suas casas. Todos esses eram doentes.”

Os corpos foram enterrados por familiares que, refugiados em aldeias próximas como Ntonhane e Chipala, tiveram que improvisar recursos agrícolas para realizar os funerais.

Os relatos colhidos pela nossa reportagem, referem que até o dia 13 de Outubro, a aldeia permanecia deserta, com a maioria das construções destruídas.

As fontes acrescentam ainda que, durante o ataque, a população fugiu para as matas como medida de protecção e só retornou após a partida dos agressores.

Este ataque ocorre num momento de crescente insegurança em algumas zonas de Cabo Delgado, onde as incursões em distritos como Chiúre têm levado a intensos deslocamentos populacionais e agravamento da crise humanitária na região.

Segundo relatórios humanitários, o distrito de Chiúre tem sido um dos mais atingidos por deslocamentos forçados nos últimos meses, com milhares de pessoas forçadas a abandonar suas aldeias.

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