Três pessoas morrem e outras cinco contrairam ferimentos entre graves e feridos na sequência de tumultos que se registaram esta semana no distrito de Guijá, provincial de Gaza, sul de Moçambique.
A confusao, que envolveu populares e uma brigada da Polícia da República de Moçambique, PRM, registou-se no passado dia 22 de Julho quando a polícia tentou prender um influente curadeiro sem o conhecimento da comunidade, que decidiu proteger o medico tradional da acção policial.
O porta-voz da PRM em Gaza, Júlio Nhamussua confirmou a ocorrencia dos tumultos e esclareceu que a detenção do curandeiro pela corporação segue-se a um mandato judicial que na altura a PRM estava cumprir por isso nao havia necessidade de informar a comunidade.
A PRM, atraves de Júlio Nhamussua, confirma a morte de apenas uma pessoa enquanto a comunidade e a imprensa reportam tres mortes.
A Policia ao nível da provincia diz que neste momento a situação está controlada e a vida voltou a normalidade.
Entretanto a esposa do curandeiro detido diz que está preocupada com a situação do marido. Lurdes diz que nao sabe para onde o marido foi levado pela PRM e muito menos foi informada das razões da sua detenção.
A opinião pública considera que as autoridades policiais tendem a perder confiança da comunidade sobretudo depois das manifestações que se seguiram as eleições de 2024 onde a PRM é acusada de comenter desmandos e acções de actuação política que levou o então Ministro do Interior Pascoal Ronda e o Comandante Geral da Polícia Bernardino Rafael a um interrogatório na Procuradoria-geral da República no prinípio do mês em curso na sequência de um processo-crime movido pela sociedade civil.





