Militares Moçambicanos Concluem Programa de Liderança com Apoio da EUMAM MOZ

Decorreu entre os dias 14 e 18 de Julho, na Escola de Sargentos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), em Boane, o Programa de Liderança – Train-the-Trainers, promovido pela Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ).

Este programa especializado foi concebido para capacitar formadores da Escola de Sargentos das FADM — incluindo sargentos e oficiais — com conhecimentos teóricos e práticos necessários à leccionação do módulo de liderança nos cursos básicos de formação. Ao longo de cinco dias intensivos, os 25 participantes desenvolveram competências fundamentais na área da liderança, com enfoque no planeamento, organização e condução de tarefas em equipa.

A formação incluiu uma componente teórica robusta, onde foram discutidos os fundamentos do modelo de liderança adaptado ao contexto das FADM, bem como uma vertente prática que permitiu aos formandos aplicar os conhecimentos adquiridos em cenários simulados de exercício de liderança.

Este programa reveste-se de especial importância por estar directamente alinhado com o Ciclo Operacional das FADM, apoiando os processos de regeneração, preparação e projecção das Forças de Reacção Rápida (QRF) destacadas na província de Cabo Delgado.

A cerimónia de encerramento contou com a presença de diversas entidades militares, entre as quais o Tenente-Coronel Banze, Adjunto do Director Pedagógico da Escola de Sargentos das FADM, e o Capitão-de-Mar-e-Guerra Pais Neto, Chefe do Grupo de Advisors da EUMAM MOZ. Ambos enalteceram a relevância deste tipo de programas uma vez que fortalecer as capacidades de liderança é essencial para garantir uma cadeia de comando eficaz, capaz de responder aos desafios operacionais em contexto real.

A EUMAM MOZ é composta por militares e civis de mais de 11 nacionalidades diferentes e tem como objectivo ajudar as Forças de Reacção Rápida das Forças Armadas de Defesa de Moçambique a atingir um ciclo operacional sustentável. A missão europeia está em Moçambique desde 2021 em resposta a uma solicitação do então presidente Filipe Jacinto Nyusi. Tem ainda como objectivo a resposta a situação do terrorismo na província de Cabo Delgado. Especialistas dizem que não há evidências reais de a contribuição militar europeia estar a impactar a redução dos níveis do terrorismo no norte de Moçambique.

Segundo escreve o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, que esta semana anunciou um financiamento no valor total de 17 milhões de dólares para responder a vulnerabilidade na província de Cabo delgado, desde 2017, os ataques extremistas violentos em Cabo Delgado mataram pelo menos 4.500 pessoas e deslocaram mais de um milhão. Aproximadamente 4.965 pequenas empresas foram destruídas, deixando as comunidades sem meios de subsistência.

O desemprego juvenil atinge actualmente 25% na provincial com 35% das jovens sem emprego e sem estarem matriculadas em cursos de educação ou formação.

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