Cinco agentes da Polícia da República de Moçambique, PRM, do distrito de Mogovolas, na província de Nampula estão a contas com o Ministério Público acusados de vários crimes entre assaltos e roubos incluindo o envolvimento de esquemas de contrabando de ouro.
Esta sexta-feira, 11 de Julho, o Tribunal Judicial da Província de Nampula confirmou a detenção dos cinco agentes, incluindo o Comandante Distrital e Chefe da Operações da PRM em Mogovolas.
Na sua comunicação o tribunal informou que os cinco elementos da PRM tinham sido detidos no passado dia 9, mas viriam a ser soltos no dia 11 de Julho em liberdade provisória sob termo de identidade.
Alguns sectores relacionam o sucedido com o ambiente tenso caracterizado por aparente perseguição, ajuste de contas ou ainda queima de arquivos que se vive actualmente no seio da corporação policial. Nos últimos 30 dias pelo menos três agentes da PRM, incluindo altas patentes da unidade de Intervenção Rápida foram violentamente crivadas de balas em circunstancias ainda não esclarecidas na cidade da Matola sul do país.
Acredita-se também que as detenções de Mugovolas tenham motivações políticas. Os agentes sob investigação, aparentemente, estão a ser penalizados pelo seu envolvimento nas manifestações que se seguiram as eleições de Outubro de 2024.





