A empresa Linhas Aéreas de Moçambique, LAM, ainda não se pronunciou sobre as notícias que dão conta que, Dane Kondić, Presidente da Comissão de Gestão da empresa, foi anunciado como o novo Presidente do Conselho de Administração da companhia aérea do Botswana.
Tal como em Moçambique, o CEO da companhia tswana foi contratado para reestruturação da companhia aérea daquele país.
Em Maio passado e no âmbito do processo de reestruturação, os novos accionistas da LAM anunciaram a criação de uma nova Comissão de Gestão, composta por profissionais de elevada competência e comprovada experiência nos domínios críticos da aviação comercial.
Segundo anunciaram os accionistas na altura esta equipa foi criteriosamente seleccionada para liderar a transformação da companhia, com enfoque na recuperação da sua sustentabilidade financeira, no aumento da eficiência operacional e na prestação de um serviço de excelência, seguro e competitivo.
Recentemente, o Governo de Daniel Chapo decidiu convidar três empresas estratégicas do Sector Empresarial do Estado – Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) e Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) – a associarem-se à LAM como accionistas, com o objectivo de garantir o suporte financeiro necessário à sua reestruturação, com base num compromisso partilhado com a boa governação e a sustentabilidade empresarial.
Em Abril, a Primeira-ministra, Benvinda Levi, disse que a LAM apresentava uma significativa situação de acumulação de dívidas com altos custos operacionais e ainda elevados custos de aluguer e manutenção de aeronaves.
No balanço dos primeiros cem dias de governação, o Presidente Daniel Chapo disse que uma das acções de impacto que tinha previsto na governação é a aquisição de três aeronaves para as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), a nossa transportadora de bandeira Descobrimos que, dentro da nossa empresa, há pessoas com conflitos de interesse. Não lhes interessa que a LAM tenha aviões próprios, interessa-lhes que a LAM continue a alugar aviões, porque com o aluguer de aviões ganham comissões. E nós decidimos, como Governo que vamos reestruturar a LAM. Por isso, tivemos que cancelar todo o processo e reorientar o processo, uma vez que é importante que se cuide dos interesses do povo e não interesses de pessoas ou de grupos”.
Daniel Chapo explicou que “nós vamos reestruturar e, após a reestruturação, que vai incluir reestruturar pessoas para irem para casa sentar e deixarem-nos trabalhar, que vai culminar com a aquisição dos aviões. Estamos a dizer isso porque o processo atinente às primeiras três aeronaves fez com que pessoas saíssem de Moçambique com o dinheiro dos novos accionistas disponível e foram ficar 15 dias na Europa para inspeccionarem aviões e voltarem para Moçambique e dizer que não conseguiram inspeccionar nem um avião sequer. Por isso, quero aproveitar esta ocasião para dizer ao povo que estamos a passar, mas depois da tempestade vem a bonança”.





