Audição de Venâncio Mondlane na PGR Termina em Tiroteio na Baixa de Maputo

A Polícia da República de Moçambique, PRM, foi obrigada a disparou balas reais para dispersar um grupo de apoiantes de Venâncio Mondlane que cantando e gritando seguia a sua viatura quando saía de um interrogatório na sede da Procuradoria-geral da República em Maputo.

Desde por volta das 09 horas que a circulação de pessoas e viaturas no perímetro da PGR em Maputo esteve condicionada como resultado do reforço da segurança policial na sequencia da audição politico jurídica de Venâncio Mondlane realizada na manha desta sexta-feira, dia 27 de Junho corrente na sede da PGR em Maputo.

A audiência terminou por volta das 11 horas e a sua saída, defronte do edifício da PGR, Venâncio Mondlane falou largamente aos órgãos de comunicação sobre matérias como a sua audição, o convite ao Conselho constitucional e as suas propostas para o melhoramento do seu funcionamento, ponto da situação da criação do seu partido, as celebrações da independência nacional entre outros temas da política, economia e sociedade moçambicana.

Ainda não nos foi possível apurar se os disparos da polícia terão ou não resultado em quaisquer danos, mas alguns vendedores ambulantes que se viram obrigados a abandonar os locais onde realizam as suas actividades na baixa contaram que a agitação que se gerou com os disparos da PRM pode ter originado danos ligeiros entre materiais e humanos. Acredita-se que a PRM em Maputo se pronuncie sobre a matéria. Não se sabe sobre a segurança de Venâncio, mas tudo indica que saiu ileso. O politico ainda não reagiu a este mais recente episódio que coloca em causa a sua vida e integridade.

Venâncio Mondlane tem sido sistematicamente como que perseguido pelas instituições da justiça aparentemente devido ao impacto do seu trabalho político, que coloca em causa os alicerces populares do regime que conquistou a independência em Moçambique. Aos órgãos de comunicação social Venâncio Mondlane já pediu ao presidente Daniel Chapo para ordenar as instituições da justiça a parar com perseguições aos seus mais directos adversários políticos. Chapo promete, mas aparentemente não cumpre.

Desde as eleições de 9 de Outubro que o ambiente político é tenso. Os principais actores políticos estão desavindos; uma equipa do governo foi criada mas construir um dialogo inclusivo de pacificação, mas não há evidencias de este exercício dar resultados.(em actualizacao)

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