O Presidente da Comissão Técnica para o diálogo nacional inclusivo (COTE), Edson da Graça Macuácua, garantiu na quinta-feira dia 19 de Junho, às mulheres das organizações da sociedade civil nacionais uma efectiva participação das mulheres no processo de diálogo nacional em Moçambique.
Falando durante a mesa redonda relativa ao tema “construindo pontes para o fortalecimento da participação das mulheres no Diálogo Nacional Inclusivo”, Macuácua explicou que a comissão estará aberta a acolher qualquer iniciativa de organizações de mulheres da sociedade civil e a responder positivamente a convites para participação, garantindo que as mulheres são parte importante e activa do diálogo.
Macuácua sublinhou a importância da participação feminina, “não só porque as mulheres constituem a maioria da população moçambicana, mas também porque possuem sensibilidades específicas e apuradas em diversas matérias, que podem enriquecer o processo de diálogo com experiências e conselhos valiosos”.
Por isso, Macuácua encorajou activamente às mulheres a apresentarem as suas candidaturas para integrar as três vagas existentes na comissão técnica em representação da sociedade civil.
“O diálogo é nacional e inclusivo e, que a presença das mulheres é crucial para o sucesso que se almeja”, disse Macuácua, sublinhando que o processo de selecção de personalidades da sociedade civil está em curso, com um convite público lançado.
Questionado sobre a quantidade de candidaturas já submetidas à Comissão, Macuácua, Macuácua explicou que o processo ainda está em curso e as informações só serão divulgadas após o encerramento das candidaturas, no dia 30 de Junho.
Segundo ele, esta medida visa assegurar a transparência do processo, “evitando qualquer tipo de influência antes da abertura oficial”.
O Presidente do COTE explicou ainda que após esta fase, será lançado um novo concurso para a constituição dos grupos de trabalho, onde a Comissão Técnica continuará a manter a sua coerência em termos de respeito ao princípio do equilíbrio de género, privilegiando a presença de ambos os sexos.
“O processo de diálogo em si incluirá auscultações, audições, mesas redondas e debates e nestes espaços, haverá oportunidade para discutir assuntos específicos de interesse das mulheres”, disse sublinhando que a comissão se compromete a comunicar com antecedência para que as mulheres possam participar e trazer as suas visões, ideias e aspirações para a reflexão no processo.





