PRM Liberta Ex-guerrilheiros Detidos Por Invasão a Sede Nacional e Gabinete do Presidente da Renamo

Já foram restituídos a liberdade os 57 ex-guerrilheiros do Partido Renamo recolhidos pela Polícia da Republica de Moçambique, na última quarta-feira, 28 de Maio, do interior das instalações onde funciona a sede nacional e gabinete do presidente do partido.

Às primeiras horas desta sexta-feira o grupo de descontentes da Renamo e que durante cerca de duas semanas ocupou a sede nacional do partido, esteve presente na 7ª secção do Tribunal Judicial de Maputo de onde foi liberto sem qualquer de marche processual.

Os ex-guerrilheiros e membros do partido Renamo, revelam que durante aquilo que consideram de invasão da polícia às instalações do partido, cinco colegas contraíam ferimentos ligeiros enquanto outros dois, terão sido atingidos com alguma gravidade por balas reais disparadas por agentes da polícia da república, durante a operação de captura a partir da sede do partido onde ilegalmente se introduziram em protesto a liderança do presidente do partido Ossufo Momade, que se mantém no silencio. Os dois ex-guerrilheiros feridos estão sob cuidados intensivos no Hospital Central de Maputo.

Depois de ter sido violenta e desumanamente expulso pela PRM das instalações mais importantes da estrutura partidária renamista, o grupo de ex guerrilheiros diz que foi conduzido a 18ª esquadra da polícia em Maputo de onde permaneceu cerca de 24 horas sem acesso as básicas condições para uma vida humana. A polícia igualmente terá se apoderado de alguns bens pertencentes ao grupo de membros do partido Renamo durante a operação que realizou na sede nacional em Maputo.

Com a intervenção policial os ex-guerrilheiros dizem também que já não vão retomar a estratégia de ocupação da sede para obrigar o presidente do partido, Ossufo Momade, a abandonar a liderança, mas garantem que a sua luta vai continuar.

Algumas fontes, no entanto, admitem que Ossufo Momade pode também já não estar interessado em continuar em frente dos destinos do partido, mas exige uma saída condigna, sobretudo tendo em conta o seu histórico na guerrilha dos 16 anos que culminou com o acordo de paz de Roma entre o ex estadista Joaquim Alberto Chissano e o então líder da Renamo Afonso Dlhakama para o fim de dezasseis anos de guerra civil em Moçambique

A PRM ainda não se pronunciou sobre a detenção dos ex-guerrilheiros da Renamo incluindo acusações de assalto a sede daquele partido de onde também surgem alegações de ter ficado com os telemóveis e outros pertences daquele grupo de membros da Renamo durante a operação que realizou na sede nacional.

 

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