Países de Expressão Portuguesa Reforçam Acções Para Uma Gestão Adequada dos Recursos Hídricos

Países de expressão portuguesa reforçam acções para uma gestão adequada dos recursos hídricos, no quadro do cumprimento dos objectivos de desenvolvimento sustentável.

Para o efeito, decorre desde esta segunda-feira, em Maputo, o décimo sexto simpósio de Hidráulica e Recursos Hídricos e do Décimo Primeiro Congresso de Planeamento e Gestão das Zonas Costeiras dos países de expressão portuguesa.

Na ocasião, o reitor da Universidade Politécnica, Narciso Matos, apontou a formação das comunidades em matérias ambientais como factor crucial nas acções de conservação da biodiversidade.

“Temos que encontrar uma forma de fazer compreender as pessoas que, por exemplo, deixarem de utilizar a madeira para a lenha, os animais existentes numa certa área, ou seja a exploração mineira, matando a flora (…) enquanto as populações não perceberem que há benefícios vai ser difícil quebrar este ciclo vicioso”, justificou Narciso Matos.

O académico defende, por outro lado, que o país deve apostar em mecanismos de conversão da dívida externa, em investimento na conservação da biodiversidade, para uma melhor racionalização dos recursos financeiros.

“Há uma coisa que se chama troca da dívida (…) este é um instrumento que permite que o governo transforme as dívidas que têm (…) há um mecanismo que permite o perdão da dívida, desde que seja utilizado para o fim escolhido pelo país” justificou Narciso Matos

“Se o país decidisse fazer isso teria biliões de meticais que podiam ser dedicados, uma parte,  quase para a eternidade para a conservação, porque criaria fundos permanentes que iam gerar recursos que anualmente poderiam ser investidos na conservação”, salientou Matos.

Por seu turno, o Presidente da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos, Jorge Gonçalves, destacou a necessidade duma comunicação clara com os governantes e a sociedade civil sobre a pertinência do investimento nos serviços de água.

“O investimento nos serviços de água no cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável é investimento em qualidade de vida., que a população pode efectivamente viver melhor e mais quando se investe nestes serviços (…) o país que investe no cumprimento do ODS-6, deixa de investir tanto em cuidados de saúde “, afirma Jorge Gonçalves.

A abertura do décimo sexto simpósio de Hidráulica e Recursos Hídricos e do Décimo primeiro Congresso de Planeamento e Gestão das Zonas Costeiras dos países de expressão portuguesa foi presidida pelo Presidente da República, Daniel Chapo, e conta com a participação de especialistas, académicos, organizações da sociedade civil, bem como instituições de cooperação dos países lusófonos.

O encontro de 5 dias decorre sob o lema: ” gestão dos recursos hídricos e das zonas costeiras em cenário de adaptação climática”.

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