Profissionais da Saúde Prorrogam Greve e Ameaçam Processar o Governo Pelas Mortes Nos Hospitais

A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) anuncia a prorrogação da greve que vem observando por mais trinta dias prorrogáveis e garantem poderão manter a sua reivindicação de forma faseada caso o governo pretenda continuar com o braço de ferro com a equipe de negociação.

Em nota publicada este fim-de-semana aos órgãos de comunicação social, a APSUSM comunica a todos os profissionais de saúde que a quarta fase será a continuação da terceira fase em termos do horário de trabalho, por motivos de falta de observação de pagamentos de Horas extras e os subsídios de turno, como a medida tomada nas fases anteriores da grave.

Alem disso, a APSUSM desafia a Procuradoria-geral da República a investigar os óbitos nos hospitais durante os últimos dias da observância da greve para aferir os reais impactos sobre a greve nos hospitais por aquilo que consideram negligência do governo em resolver os problemas básicos desta classe de funcionários e agentes do estado. No seu comunicado, a APSUSM não faz qualquer referência ao número exacto de mortes.

A falta de observância de pagamentos das horas extras, subsídios de turno e até do descanso semanal recomendado pela lei, obrigou aos profissionais de Saúde a suspensão do trabalho em turnos.

Os profissionais consideram que esta medida serve como forma de garantir alguma tranquilidade ao governo no cálculo e na busca de orçamentos para pagamentos das horas extraordinárias e turnos e outras dívidas das guias de transferências. “Retiramos as transferências não remuneradas pelo governo aos profissionais que transportam paciente de uma unidade sanitária para outra unidade sanitária de referência e de uma província para outra e sem pagamentos e alguns casos sem guias de marchas” refere anota da associação divulgada este domingo.

A associação diz que durante este período da vigência da greve vai continuar a observar o horário único porque o diálogo com o governo está na sua última fase, e, mais uma, vez frisa que nestes 30 dias da terceira fase, houve o registo de óbitos em número não revelado, por falta de atendimento ou atendimento atrasado.

“A título de exemplo um paciente transferido do hospital geral do Chamanculo para Hospital Central de Maputo, e que os colegas do maior hospital do país, devolveram e o paciente acabou por óbito, e nós como associação dos Profissionais de saúde (APSUSM), endereçamos às nossas sinceras condolências á família enlutada, e mais, o governo deveria ser responsabilizado por não querer responder positivamente o pedido dos Profissionais de saúde”diz o confuso comunicado da organização que insiste:

“Vamos responsabilizar o governo e desafiar a PGR a investigar os livros de óbitos das unidades sanitárias, e verem quantas mortes houvera neste período de 30 dias por falta de atendimento, e outros óbitos que poderiam ser evitados por falta de material médico-cirúrgico, foram mais de uma centena” refere ano que denúncia ainda outros casos.

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