Presidente Chapo Lança Campanha de Comercialização Agrária em Sunssundenga em Manica

O Presidente da República, Daniel Chapo, lançou esta quinta-feira, no distrito de Sussundenga, província de Manica, a Campanha de Comercialização Agrária 2025, com um apelo à mobilização nacional para transformar o excedente agrícola em motor de crescimento económico.

Numa cerimónia marcada por referências à resiliência popular e aos desafios económicos enfrentados pelo país, o Chefe do Estado afirmou que a comercialização agrária é o elo essencial entre o trabalho dos camponeses e a industrialização de Moçambique.

O Presidente Chapo destacou a importância da valorização dos recursos naturais e do esforço de cada agricultor como alicerces para essa independência.

Durante o seu discurso, o Chefe do Estado reconheceu o papel das mulheres camponesas, dos jovens e dos parceiros do sector privado como “mestres infatigáveis” e forças dinamizadoras da economia rural.

Chapo recordou que o país atravessou recentemente um período difícil, marcado por manifestações violentas e fenómenos climáticos extremos, como os ciclones Dikeledi, Chido e Jude. Esses eventos resultaram na destruição de infra-estruturas e numa contracção do Produto Interno Bruto (PIB) em cerca de 4.9 por cento. Mas apesar das adversidades, os resultados da Campanha Agrária 2024 foram animadores porquanto houve crescimento de nove por cento na produção de cereais, sete por cento nas leguminosas e 12 por cento nas raízes e tubérculos. Na comercialização, registou-se um aumento de 14 por cento, com mais de 20 milhões de toneladas de produtos agrícolas vendidos, com destaque para as províncias de Nampula e Maputo, que contribuíram com 25 e 18 por cento, respectivamente.

O lema da campanha este ano é “Comercialização Agrária como factor Dinamizador da Economia Local e Industrialização”. O Governo projecta um crescimento de cinco por centro para 2025, sustentado pela expansão da área cultivada, aumento do número de famílias agrícolas e estímulo ao investimento. Para estes resultados o Executivo diz que criou o Fundo de Recuperação Económica, com uma dotação inicial global de 319,5 milhões de meticais, destinado a micro, pequenas e médias empresas moçambicanas sobretudo as que sofreram os impactos dos desafios acima referidos.

Daniel Chapo garantiu que o Governo trabalha ainda na criação de dois instrumentos estratégicos nomeadamente um novo regulamento para o exercício da actividade comercial e o Plano Integrado da Comercialização Agrária, concebido para resolver, de forma coordenada, os entraves ao longo da cadeia de valor agrícola, pecuária, florestal, pesqueira e aquícola.

 

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