Relatos Sobre o Recrudescimento dos Ataques Terroristas na Província de Cabo Delgado

O grupo terrorista do Estado Islâmico que desde 2017 actua em Moçambique, reivindicou, no último sábado dia 10 de Maio corrente, a autoria de mais um mortal ataque perpetrado contra membros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique posicionado na província de Cabo Delgado, norte do país.

O grupo terrorista diz que atacou um acampamento militar na aldeia 1º de Maio, no distrito de Muidumbe, na província de Cabo Delgado, onde matou mais de 11 militares e apoderou-se também de inúmero material bélico que estava na posse do exército moçambicano que viu a sua base assaltada e muitas armas de fogo sumidas num ataque súbito.

O Estado Islâmico, nas suas páginas de propaganda, publicou fotos chocantes sobre barbaridades por si cometidas no norte de Moçambique, mas na semana passada, as autoridades governamentais moçambicanas desmentirem, quando o mesmo grupo terrorista reivindicou mais um atentado contra membros do exército ruandês, que igualmente combatem no norte do país onde recentemente foram descobertos jazigos de recursos naturais valiosos.

Dados sobre as incursões terroristas no norte indicam que na emboscada morreram três soldados do exército ruandês e o grupo terrorista apoderou-se também de armas automáticas detidas pelos militares de Kigali em Cabo Delgado.

Dados sobre a presença no norte de Moçambique indicam que nos últimos dias, os terroristas voltaram a expandir as suas acções maléficas para a província de Niassa, onde desde finais de Abril assaltaram dois acampamentos turísticos e de conservação junto da Reserva do Niassa. O ataque a Reserva do Niassa resultou na morte de dois guardas e repeliram o prospero ambiente turístico naquela região. Em Maputo, aparentemente, o governo opta por manter a estratégia do silêncio.

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