Notícia da última hora indica que o cidadão José Pedro Silva, filho do proprietário de uma empresa moçambicana especializada sobretudo na venda de tubos e com a designação SOTUBOS, foi baleado no tórax, no princípio da noite deste domingo no bairro da Machava, província de Maputo.
Carinhosamente chamado Zé Pedro, filho do português Alberto Silva resistiu a tentativa de sequestro quando os malfeitores dispararam contra o jovem que, segundo testemunhas foi transportado de imediato para o Hospital José Macamo, onde deu entrada já sem sinais vitais, tendo sido declarado óbito no local pelas autoridades hospitalares.
A polícia já confirmou a ocorrência a alguns órgãos de comunicação social e, como sempre, diz que está a perseguir os autores do crime e vai continuar a investigar, atrav’es das suas várias linhas operativas, até descobrir os autores do crime e as suas motivações. Algumas fontes dizem que o cidadão baleado era de nacionalidade portuguesa.
Outros dados indicam que a vítima era igualmente filho de Alberto Silva, ex-presidente do Sp. De Braga, clube de futebol português. Ele terá encontrado a morte, quando, aparentemente seguia num carro com a sua segurança pessoal e foi interceptado por duas viaturas que tentaram bloquear a marcha da viatura onde seguia ao tentar resistiu e ceder as exigências dos assaltantes. As nossas fontes explicam que o jovem cabou por falecer após uma rajada de tiros de metralhadora, sendo que um deles atingiu o tórax.
José Pedro da Silva, era de 41 anos de idade, tinha três filhos, vivia em Moçambique desde os anos 90 e era administrador da empresa Sotubos, dedicada à venda de materiais de construção, algumas das suas lojas estão ‘perfiladas, ao longo das principais ruas e avenidas em Maputo e contribuem para o emprego para muitos Moçambicanos. Teme-se que o ataque a família possa impactar a decisão sobre a continuação ou não dos investimentos da família em Maputo.
Esta semana, o Procurador-geral da república, Américo Letela, disse na Assembleia da República que durante o ano de 2024, foram resgatadas e devolvidas ao convívio familiar 13 vítimas. Foram detidos 21 suspeitos, apreendidas 6 armas de fogo e desmantelados 3 cativeiros. “Na verdade, continuamos a registar situações de algumas pessoas com responsabilidade na prevenção e combate deste crime, como por exemplo alguns agentes da PRM, que se envolvem na preparação, facilitação ou execução dos raptos, bem como de alguns magistrados que, motivados por esquemas de corrupção, garantem a impunidade ou favorecem aos infractores, por via das suas decisões” disse Americo Letela aos deputados. O Procurador aparentemente não disse quantas pessoas raptadas não conseguiram regressar com vida junto da família por incapacidade das autoridades.





