O Hospital Central de Maputo (HCM), diz que realizou na passada quinta-feira dia 24/04, o seu primeiro Conselho Geral referente ao presente ano de 2025, um órgão de auscultação dos funcionários e demais colaboradores.
Segundo uma nota do hospital, nesta sessão ordinária, foram passadas em revista diversos assuntos e esclarecidas preocupações apresentadas pela massa laboral, com destaque para o ponto de situação do pagamento das horas extras, turnos, disponibilidade de medicamentos e condições de trabalho.
Em relação as horas extras, que tem sido motivo de muita inquietação por parte de alguns profissionais de saúde, foi esclarecido que de acordo com os novos procedimentos, o pagamento das horas extraordinárias está sujeita à validação e autorização por parte da Inspecção Geral do Ministério das Finanças.
O pagamento das horas extraordinárias referentes ao ano 2022, foram pagas na totalidade, com a excepção de alguns serviços que registaram atraso no envio dos respectivos mapas.
As horas referentes aos anos 2023 e 2024, estão igualmente em processo de pagamento após validação, esperando-se que se efective em breve.
Relativamente ao subsídio de turnos a quinhentos e quarenta funcionários elegíveis, foi feita a liquidação da divida acumulada até Junho do ano passado, estando actualmente a decorrer o processo para o pagamento dos meses de Dezembro de 2024 e Janeiro de 2025. Neste momento, aguarda-se o desembolso de fundos para o pagamento dos restantes meses.
Com relação à provisão de medicamentos e material médico-cirúrgico cujo fornecimento é da exclusiva responsabilidade do Ministério da Saúde, o HCM tem vindo a fazer comparticipação com recurso às receitas próprias, para garantir stocks a altura.
Quanto à roupa hospitalar, foi esclarecido que a empresa seleccionada na altura, não conseguiu cumprir com o compromisso assumido, facto que obrigou a abertura de novo concurso público para a identificação de um novo fornecedor com capacidade.
Ao longo do ano transacto, foi fornecido uniforme de trabalho aos funcionários afectos aos diferentes serviços, em função das necessidades apresentadas.
O Director Geral, Mouzinho Saide informou que à semelhança das demais instituições do Estado, o HCM ainda não dispõe de orçamento referente ao presente ano, estando a sua disponibilidade dependente da aprovação por parte da Assembleia da República.
A segunda sessão, está prevista para ocorrer no segundo semestre do ano, segundo uma nota da Direcção de Comunicação e Imagem do Hospital Central de Maputo divulgada nas redes sociais. O anúncio do hospital de Mouzinho Saíde acontece quando a Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) volta a subir o tom e lançou, esta segunda-feira dia 28 de Abril, um ultimato ao Governo, ao anunciar o arranque da chamada “fase RSO” da greve — sigla que remete a uma paralisação total, irrestrita e de impacto nacional, com início previsto para as 15h30 de amanhã, dia 30 de Abril corrente.





