Ana Rita Sithole Aborda a Contribuição Efectiva da Mulher no Âmbito da Equidade do Género

A antiga Deputada da Assembleia da República, Ana Rita Sithole, considera que a Autoridade Tributária deve continuar a dinamizar parcerias, promovendo a reflexão crítica, a partilha de ideias e experiências, de forma a procurar novas respostas, diferentes estratégias e novos modos de trabalhar que possam contribuir para a melhoria contínua do processo tributário, olhando as sensibilidades de género como elemento de cooperação que trarão reforço na forma de encarar a tributação pelos diversos actores, sem prejuízo dos preceitos legais.

Ana Rita Sithole pronunciou-se nestes termos na tarde desta terça-feira (08), falando no Auditório do Edifício-sede da Autoridade Tributária, no âmbito da palestra “Autoridade Tributária: a contribuição efectiva da Mulher no âmbito da Equidade do Género”, promovida pela AT, como parte das celebrações do Dia da Mulher Moçambicana, que se assinalou ontem, 7 de Abril.

No rol dos desafios, a também ex Presidente da Assembleia Parlamentar da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico apontou a necessidade de a AT preparar agentes de mudanças para enfrentar os desafios que se impõem para a participação da mulher e sua contribuição para o alcance da Equidade de Género, o que no entender da dirigente, pressupõe buscar elementos que confiram complementaridade na classe tributária. “Só assim conseguiremos desenvolver a indução do espírito empreendedor e trabalho das mulheres nas suas diversas áreas de actividades de modo a criar uma verdadeira coesão social e uma simbiose consubstanciada em rendimentos mútuos” – defendeu

Num outro desenvolvimento, afirmou que a AT deve equacionar a criação de um portfólio de serviços e oferta de formação direccionadas para o meio empresarial e sobretudo para o sector informal, por ser um dos grandes contribuintes para as receitas do Estado, num claro compromisso de racionalização de ganhos. “Igualmente, é urgente continuar a apostar na formação contínua dos quadros da instituição, sobretudo na componente de humanização no trabalho, no contexto técnico-profissional, como forma de requalificar profissionais e desenvolver competência que os ajude a melhorar a comunicação no que tange ao género, tendo presente que a maior parte das mulheres que desenvolvem o comércio informal transfronteiriço o fazem não por opção, mas sim pela necessidade extrema de sobrevivência familiar.

Por sua vez, a então Presidente da AT, Elisa Zacarias, disse na ocasião que a realização da palestra, ora referida, foi um ganho para a instituição, pois, para além de trazer maior aprendizado para as mulheres tributárias, o conhecimento transmitido permite que a classe tributária, de uma forma geral, saia mais unida e fortalecida para assegurar a cobrança de receita para os cofres de Estado, garantindo, deste modo, o financiamento da despesa pública.

 

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