Presidente Chapo Condena Violência Pós-eleitoral em Comício na Provincia de Tete

O Presidente da República, Daniel Chapo, reiterou esta quinta-feira, 24 de Abril, a partir do distrito de Mutarara, província de Tete, a necessidade de cultivar a paz, o amor ao próximo e o diálogo como pilares fundamentais para o desenvolvimento e a coesão nacional.

Daniel Chapo criticou a postura de actores políticos como Venâncio Mondlane que, segundo ele, planificam manifestações antes mesmo do anúncio dos resultados. “Nunca houve uma única eleição sequer que terminou e aquele que perdeu reconheceu, ligou para o vencedor, desejou parabéns”, disse Daniel Chapo que chegou ao poder num dos mais mortais e controverso processo eleitoral que Moçambique já realizou.

Durante um comício popular inserido na sua visita de trabalho à região, o Chefe de Estado condenou as manifestações violentas que abalaram o país e apelou à participação activa e pacífica de todos os cidadãos no processo de diálogo nacional inclusivo.

Não há números oficiais, mas algumas entidades independentes dizem que mais de 500 pessoas terão morrido no seguimento da violência que se registou depois das sétimas eleições gerais e multipartidárias de Outubro de 2024, que terminaram com confirmação de Chapo como o vencedor pelo Conselho Constitucional.

O Chefe de Estado aproveitou a ocasião para repudiar veementemente a violência nas manifestações pós-eleitorais, elogiando o comportamento cívico dos jovens de Mutarara, que se distanciaram de actos destrutivos. “A violência, o ódio, não constroem, só destroem”, alertou, acrescentando: “na política não existem inimigos, existem adversários.” Outrossim, lamentou o histórico de violência eleitoral no país, observando que “desde 1994, o país nunca teve eleições onde no fim há festa”.

No encerramento do comício, o Presidente Chapo reforçou a importância do diálogo inclusivo, lembrando que o Executivo está empenhado em liderar este processo com partidos representados nos diferentes níveis do poder legislativo e não só.

Venâncio Mondlane tem estado a queixar-se de perseguição política desencadeada pelo regime contra elementos chaves da sua equipa.

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