A Empresa Linhas Aéreas de Moçambique comunica aos seus passageiros e ao publico em geral que está, a partir do dia 22 Abril de 2025, operar com uma frota reduzida em virtude da retirada das aeronaves CRJ-900.
Com efeito, a LAM integrou nas suas operações uma aeronave embraer 145, passando a contar com três aviões que vão assegurar as ligações aéreas nos próximos 15 dias. Todos os passageiros afectados pelas alterações de horários de voos estão a ser contactados.
Foram igualmente reforçadas as equipas técnicas para assistência de qualidade ao cliente, bem como os mecanismos de comunicação, que inclui as redes sociais da empresa.
A primeira-ministra Benvinda Levi disse no parlamento que a empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), companhia de bandeira, nos últimos tempos, apresenta uma situação económico-financeira desafiante decorrente, de entre outros factores; acumulação significativa de endividamento; altos custos operacionais; e elevados custos de aluguer e manutenção de aeronaves.
Segundo Levi os factores a cima fazem com que a nossa empresa de bandeira, a LAM, tenha um espaço limitado para negociar contratos em condições mais vantajosas, influenciando negativamente a sua sustentabilidade.
É neste contexto que o Governo, para reestruturar a LAM, analisou vários cenários, de entre os quais: (i) a privatização da empresa; (ii) o recurso ao financiamento bancário e (iii) a injecção de capital pelos sócios.
Os dois primeiros cenários mostraram-se inviáveis por conta do elevado nível de endividamento da empresa e do balanço financeiro negativo que esta apresenta.
Assim, o Governo decidiu abrir o capital social da LAM para empresas do Sector Empresarial do Estado (HCB, CFM e EMOSE), de modo a assegurar injecção de recursos financeiros para a aquisição de 8 aeronaves e a reestruturação desta nossa empresa de bandeira.
Com estas e outras medidas, esperamos que a LAM estabilize as suas operações, reduza os seus custos e volte a gerar lucros.





