Este fim-de-semana, o Conselho Municipal de Maputo anunciou para esta segunda-feira o início de uma campanha de sensibilização e fiscalização no seguimento de alguma desordem e anarquia que se instalou no sector do transporte colectivo de passageiros na capital Maputo decorrente das manifestações de Venâncio Mondlane.
Na sua nota de imprensa, o município de Rasaque Manhique diz que tem estado a notar a circulação de veículos de transporte colectivo e semi-colectivo de passageiros com uma serie de irregularidades que consubstanciam a ausência de ordem.
De facto, o Conselho Municipal de Maputo (CMM) diz que tem verificado com preocupação a circulação de viaturas de transporte colectivo e semi-colectivo de passageiros sem faixas de indicação de origem e destino, ocultação da chapa de matrícula, embarque e desembarque de passageiros fora dos terminais e paragens, de entre outras irregularidades.
A par dos vendedores de ruas, o sector dos transportes públicos de passageiros, os vulgos chapas, tem sido dos sectores mais problemáticos e desafiantes para as autoridades locais sobretudo quando o actual edil não encontra legitimidade em alguns locais dentro de alguns bairros como Huleni, Maxaquene, Chamanculo entre outros onde o poder de Rasaque Manhique não é reconhecido.
Face ao acima exposto, parafraseado a nota municipal, a edilidade comunica a todos os operadores de transporte colectivo e semi-colectivo de passageiros, em particular, e aos munícipes, em geral, que irá realizar, a partir desta segunda-feira, 14 de Abril, campanhas de sensibilização e fiscalização das irregularidades acima mencionadas, nas paragens e terminais, de modo a conferir dignidade, segurança e humanização dos serviços prestados aos munícipes.
Esta actividade será realizada em coordenação com as associações dos transportadores de passageiros, através do envolvimento dos fiscais das rotas.
O CMM reafirma o seu comprometimento de promover políticas que primam por um serviço de transporte de passageiros mais seguro, cómodo e humanizado. O CMM apela à colaboração de todos actores do sector. Aparentemente não há o risco de os agentes do município serem ‘welados’ por populares.
Depois da votação no passado dia 9 de Outubro de 2024, inserido nas sétimas eleições gerais e multipartidárias, Moçambique foi tomado por uma onda de violência popular que chegou a ter Maputo como o epicentro da onda de assaltos e vandalizações convocadas por Venâncio Mondlane, candidato declarado vencido pelo Conselho Constitucional, mas que alegou fraude. Oficialmente em Maputo circulam diariamente cerca de dois mil chapas.





