Uma semana depois da votação para a 6a eleição autárquica em Moçambique, continua a reinar o medo e espectro de insegurança no município de Maputo. Quer os observadores nacionais como os estrangeiros, incluindo a oposição, tem estado a caracterizar o actual processo eleitoral como o mais desorganizado e fraudulento na história democrática de Moçambique.
Apesar de historicamente as eleições em Moçambique constituírem um momento de clivagens político militar, esta é a primeira vez que o ambiente de instabilidade atinge a capital Maputo, onde desde a última sexta-feira a oposição, mas principalmente a Renamo, vem desencadeado acções de manifestações populares, envolvendo massas humanas que pelas ruas da capital reclamam vitória eleitoral e denuncia fraude no processo de contagem parcial por parte das entidades que gerem o processo, a Comissão Nacional de Eleições, CNE.
As marchas e manifestações desencadeadas pela Renamo, tem sido maioritariamente pacíficas, apesar de pequenos incidentes envolvendo a polícia. Porém, desde que eclodiu a crise eleitoral, a capital Maputo funciona a meio gás, dado que os residentes estão com medo de circular como normalmente enquanto entidades diplomáticas instaladas em Maputo estão praticamente fechadas comparte a apelar aos seus funcionários a optarem pelo trabalho a partir de casa, muito eventos como conferências estão a ser adiados.
Nos seus actos de reivindicação a Renamo, o cabeça de lista que lidera as marchas tem apelado a calma. Tal como a chuva a tensão política tem estado igualmente a repelir aos munícipes de circular na sua cidade.
Esta quarta-feira a Renamo decidiu interromper as marchas por questões organizacionais, mas o partido já convocou mais acções de protestos populares para amanha, quinta-feira, 20 de Outubro. Ainda em Maputo o tribunal de Ka pfumo declarou nulas as sextas eleitorais naquela zona.





