Congo Aspira Ocupar um Assento como Membro Não Permanente da ONU no Período 2030 – 2031

O ministro das Relações Exteriores, da Francofonia e dos Congoleses no Exterior, Constant-Serge Bounda, discursou na 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, na Segunda-feira, dia 28 de Setembro, em representação do Presidente da República do Congo, Denis Sassou N’guesso,

Na intervenção o Ministro expressou profunda gratidão ao Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, por sua defesa da África, seu compromisso constante com a Bacia do Congo, bem como pela atenção dedicada aos esforços de paz, mediação e diálogo empreendidos pelo Congo.

Durante o seu discurso, o dirigente congoles disse que, o próximo Secretário-Geral deverá defender uma visão verdadeiramente universal das Nações Unidas: uma visão que não deixe nenhum continente à margem e na qual o papel, as responsabilidades e os interesses legítimos da África sejam plenamente levados em conta.

“A República do Congo é uma terra de oportunidades. O país dispõe de recursos naturais importantes, minerais críticos, um potencial agrícola considerável, um potencial turístico ainda amplamente a ser desenvolvido, infraestruturas em expansão e uma posição geoestratégica privilegiada no coração da África Central. Convidamos investidores e parceiros de desenvolvimento a apoiar essa ambição, por meio de parcerias público-privadas mutuamente benéficas”, salientou.

“Queremos parcerias que criem valor agregado, desenvolvam competências nacionais, promovam a transferência de tecnologia, respeitem nossos interesses e contribuam de forma sustentável para a nossa economia”, defendeu o ministro das Relações Exteriores, da Francofonia e dos Congoleses no Exterior.

De acordo com o ministro, a República do Congo reafirma sua disposição de servir à comunidade internacional. Com o seu apoio, renova a sua aspiração de ocupar um assento como Membro Não Permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o período 2030 – 2031.

“Esta candidatura fundamenta-se em uma longa tradição diplomática, em nosso compromisso constante com a paz e em uma concepção rigorosa da responsabilidade internacional. Há mais de cinco décadas, nossa diplomacia tem contribuído, de forma constante e eficaz, para diversos processos de paz em nosso continente, com repercussões em nível global”, sublinhou o dirigente.

Na sua locução na sede da ONU, o governante falou ainda da contribuição que o seu país teve para vários países como: Namíbia, Angola, Cuba, África do Sul, República Centro-Africana, Líbia, entre outros. “A nossa diplomacia não é uma diplomacia de confronto. É uma diplomacia de diálogo, de mediação, de respeito mútuo e de busca por soluções africanas para problemas africanos”.

Constant-Serge Bounda garantiu que o seu país pretende seguir uma política externa baseada no alinhamento, na diversificação de parcerias, no respeito mútuo entre Estados e na rejeição de qualquer ingerência nos assuntos internos das nações. “Congo não tem a vocação de escolher um lado em detrimento de outro”.

“Estamos construindo um paísque não se contenta mais em exportar suas matérias-primas, mas que transforma cada vez mais suas riquezas em seu próprio território. Esse é o sentido do nosso interesse pelas Zonas Econômicas Especiais, pois nossa visão de soberania política deve andar de mãos dadas com a soberania econômica”, referiu ainda na sua intervenção.

Serge Bounda realçou que, eliminar a exigência de vistos para africanos, a partir de Janeiro de 2027, reflete a vontade de revitalizar o pan-africanismo, de reforçar a livre circulação no continente, de desenvolver o turismo intra africano e de tornar mais inclusivos os intercâmbios entre os povos africanos, em que prepara-se a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZLECAF).

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