Fórum Discuti Contribuição do Sector Privado para Esforços de Preparação e Resposta a Emergência

Fórum do Sector Privado na FACIM 2026 reuniu o Governo, Nações Unidas e Sector Privado para reforçar a preparação e a resiliência humanitária em Moçambique

Participantes do sector privado, Governo e Nações Unidas discutiram formas práticas de contribuição do sector privado para os esforços de preparação e resposta a emergências, num momento crítico em que o país se prepara para os impactos do El Niño.

Representantes do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD); da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Programa Mundial para a alimentação (PMA/WFP), juntaram-se a líderes do sector privado, incluindo representantes da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e do Porto de Maputo, para discutir, no passado dia 4 de Setembro, o reforço da colaboração na preparação para emergências, resposta humanitária, recuperação e resiliência a longo prazo.

As discussões centraram-se nas perspectivas do sector empresarial, capacidades operacionais e soluções práticas que podem reforçar os sistemas nacionais de preparação e resposta, particularmente face aos impactos previstos do El Niño em 2026 e 2027 e à aproximação da próxima época ciclónica.

No início de 2026, as inundações afectaram mais de 700 mil pessoas, causando danos em habitações, escolas, unidades sanitárias, estradas, sistemas de abastecimento de água e meios de subsistência agrícolas.

O seminário destacou o papel fundamental das empresas para além das contribuições financeiras, tirando partido das suas redes, infra-estruturas, tecnologias, capacidade logística, conhecimento dos mercados e competências especializadas para apoiar a preparação e resposta a emergências. As agências das Nações Unidas, incluindo o UNICEF, o PMA/WFP, e a FAO, podem servir como parceiros estratégicos para o sector privado, ao aliarem presença no terreno, conhecimento técnico, capacidade de coordenação com o Governo e mecanismos de mobilização rápida de recursos em contextos de emergência. Esta colaboração permite canalizar capacidades empresariais para respostas concretas às comunidades afectadas e maximizar o impacto das acções de resposta.

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