Chapo Desafia Benedita Guimino a Contribuir Para a Integridade do Sistema Financeiro

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, exigiu hoje sexta-feira, 4 de Setembro, o reforço da integridade do sistema financeiro moçambicano e o aprofundamento da sua capacidade de financiar a economia, defendendo que o sistema bancário deve estar cada vez mais orientado para o investimento produtivo, a industrialização e a criação de emprego. O Chefe do Estado falava em Maputo durante a cerimónia de tomada de posse da Vice-Governadora do Banco de Moçambique, Benedita Maria Guimino, sobre quem destacou o percurso profissional de mais de duas décadas no Banco Central.

Na ocasião, apelou para que as decisões do Banco de Moçambique não percam de vista a realidade económica do País, defendendo que a instituição deve considerar o impacto das suas políticas sobre famílias, trabalhadores e empresas. “E, acima de tudo, nunca perder de vista a economia que existe por detrás dos números, o Moçambique real que as nossas instituições são chamadas a servir e a economia real”, afirmou. A nomeação, segundo o estadista, assume também um significado histórico, por ser a primeira vez, desde a criação do Banco de Moçambique, em 1975, que uma mulher chega ao cargo de ViceGovernadora. Prosseguindo, o Presidente da República considerou que a presença de Guimino na liderança do Banco Central deve constituir uma referência para meninas e jovens moçambicanas, demonstrando que “com educação, preparação, trabalho, disciplina, responsabilidade, competência, integridade e mérito podem aspirar aos mais elevados níveis de responsabilidade na construção do nosso País”.

Ao abordar os desafios do Banco de Moçambique, Daniel Chapo voltou a destacar a premência da preservação da estabilidade macroeconómica e cambial, a defesa da credibilidade do Metical (a moeda nacional), a promoção da inclusão financeira e do financiamento à economia, bem como a coordenação entre as políticas monetária, fiscal e financeira e o reforço da supervisão bancária. Neste contexto, apelou à actuação articulada dos membros dos órgãos do Banco Central, defendendo uma cultura institucional baseada na coesão e complementaridade. “Não estamos à procura de estrelas, mas de uma equipa estrela”, afirmou, sublinhando a necessidade de rigor técnico, responsabilidade, competência, integridade e unidade na execução das decisões.

Como novas prioridades, o Chefe do Executivo apontou a defesa permanente da integridade do sistema financeiro e o seu aprofundamento, através do reforço da prevenção e combate ao branqueamento de capitais e outras formas de criminalidade financeira, bem como da mobilização da poupança nacional e diversificação dos instrumentos de financiamento. “Este é um domínio em que não podemos baixar a guarda”, advertiu. O Presidente da República apelou, por fim, à Vice-Governadora para que mantenha as decisões do Banco de Moçambique ligadas à economia real, lembrando que “por detrás dos indicadores macroeconómicos, das taxas de juro, das reservas internacionais e das decisões de política monetária estão famílias e o povo moçambicano, trabalhadores, empresas e as aspirações de milhões de moçambicanos”. (GI)

 

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