Depois da live nacional apresentada pelo secretário-geral do partido, o Anamola realizou este fim-de-semana na cidade da Beira uma conferência de imprensa sobre o avanço do processo de julgamento do seu residente Venâncio Mondlane em breve.
Na conferência de imprensa o Anamola afirmou estar a acompanhar com elevada atenção o actual momento do país e, em particular, o processo que se encontra perante o Tribunal Supremo.
O partido aponta a importância histórica que este momento representa para o estado de direito, para a democracia e para a credibilidade das instituições da justiça em Moçambique.
O partido diz que não teme a justiça “mas serenidade não pode significar silêncio. O respeito pelas instituições não pode significar confiança cega. E a defesa da paz não pode significar aceitação da injustiça”, indica um comunicado de imprensa lançado este sábado, 29 de Agosto na cidade da Beira.
O partido Anamola e todos os seus membros dizem que reafirmam o seu apoio incondicional ao residente Venâncio Mondlane e estarão ao seu lado neste momento com firmeza, coragem e sentido de responsabilidade, dentro dos princípios da democracia e do estado de direito.
Para o partido, o tribunal supremo tem diante de si uma oportunidade histórica para contribuir para a recuperação da confiança dos cidadãos na justiça moçambicana e não antecipa a decisão do tribunal nem pretende substituir-se dos juízes, mas espera que este processo seja conduzido com independência, imparcialidade transparecia e absoluto respeito pela constituição e pelas leis da república.
“Esperamos que o Tribunal Supremo esteja a altura da responsabilidade histórica que tem diante de si. A justiça não pode ter cores políticas. Não pode existir uma justiça para uns e outra para outros. Não estamos a pedir imunidade para ninguém. Estamos a exigir justiça para todos”le-se no comunicado.
De acordo com a nota do partido, durante as manifestações que marcaram o país assistimos a uma actuação que em números casos foi marcada pelo uso desproporcional da força por parte das forcas de defesa e segurança com consequências drásticas para centenas de cidadãos. Para o Anamola foram cerca de quinhentas pessoas mortas durante as manifestações. A Procuradoria-geral da República PGR não viu estas mortes? Não viu as famílias que perderam os seus entes queridos? Não viu as pessoas atingidas por balas verdadeiras? Onde está a PGR? questiona
O partido denuncia o facto de desde o inicio das manifestações os seus membros serem alvo de mortes, perseguições, detenções e outras formas de intimidação e violência e 56 membros do Anamola perderam a vida desde então. Porem, ate hoje o Anamola garante que não recebeu as respostas que legalmente espera das instituições de justiça. “Não estamos a pedir que a justiça seja feita apenas quando os suspeitos pertencem a oposição. Estamos a exigir que a justiça seja feita sempre independentemente de quem sejam as vítimas, os autores ou aqueles que possam estar por detrás dos crimes” explica.
O Anamola considera igualmente que se a justiça tem capacidade para investigar e levar a julgamento um residente de um partido então deve ter igualmente capacidade, meios e coragem para investigar as mortes de centenas de cidadãos. Por isso o Anamola apelas ao tribunal supremo para que crie as condições necessárias para que todos os moçambicanos possam acompanhar em directo este processo histórico através das televisões das redes sociais e de outros meios de comunicação social, garantido se, naturalmente, o respeito pelos procedimentos garantias legalmente estabelecidos. O Anamola ainda não divulgou as datas do julgamento, Venâncio Mondlane diz que está ara breve.





