Comando Geral da PRM Assume Baleamento Mortal de Narciso Sambo em Xinavane

Em comunicado de imprensa tornado público este domingo em Maputo, o Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) assumiu a autoria do tiro que tirou a vida do cidadão Narciso Sambo no último fim-de-semana na província de Maputo.

No seu esclarecimento sobre a operação realizada na noite de ontem, 18 de Julho de 2026, em Xinavane, distrito da Manhiça, província de Maputo, a PRM refere que foi obrigada a disparar para matar devido a complexidade e a alta tensão da operação culminaram no uso de armas de fogo, resultando na morte do suspeito.

O Comando diz que foi no cumprimento do seu dever de proteger as comunidades e após uma denúncia popular, que uma força policial conjunta desencadeou uma acção de busca e captura de Narciso Sambo. O cidadão em causa era um cadastrado de elevada perigosidade social, procurado activamente pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).

De acordo com a PRM sobre Sambo pendiam fortes indícios de envolvimento em crimes hediondos, incluindo homicídios, violação sexual, roubos à mão-armada e raptos de grande impacto, além de uma sucessão de delitos que assolavam a tranquilidade dos residentes de Xinavane.

“Durante a abordagem policial numa zona pública, a complexidade e a alta tensão da operação culminaram no uso de armas de fogo, resultando na morte do suspeito. A PRM lamenta profundamente que uma acção de contenção criminal tenha tido um desfecho fatal e ocorrido num perímetro público, reconhecendo o impacto e a natural inquietação que cenários desta natureza provocam nos cidadãos presentes” indica a fonte.

Face aos indícios de excesso de zelo na actuação dos agentes envolvidos, a PRM deverá ser imediatamente feita uma análise e investigação para apurar as circunstâncias em que ocorreram os factos e instaurados procedimentos disciplinares e/ou criminais para o apuramento total das responsabilidades.

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