“As Casas Ainda Respiram” – Colectânea de Autores da Literatura Contemporânea Nos 30 Anos da CPLP

O Centro Cultural Português e a Catalogus lançam, amanhã, dia 21 de Julho, em Maputo, “As casas ainda respiram”, uma colectânea literária comemorativa dos 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A cerimónia de lançamento terá lugar no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, às 17h30.

A colectânea reúne uma selecção de textos de escritores e poetas da literatura em língua portuguesa, com o propósito de celebrar a língua comum e o diálogo intercultural, mas também de introduzir no cenário literário moçambicano alguns autores que se destacam na contemporaneidade. O livro reúne, por isso, excertos de romances, contos e poemas, na sua maioria já publicados nas obras integrais dos respectivos autores.

Cada texto carrega as peculiaridades dos seus lugares, uma identidade e uma forma singular de olhar o mundo, reflectindo a riqueza e a pluralidade do universo literário destes países, bem como o papel fundamental dos escritores na promoção da língua portuguesa e das culturas que nela se expressam.

O livro resulta de uma iniciativa conjunta do Camões – Centro Cultural Português em Maputo e da Catalogus, concebida para celebrar os 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, criada em Julho de 1996, e que tem como membros efectivos Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Composta por 170 páginas, “As casas ainda respiram” integra textos de Alice Pina, Álvaro Fausto Taruma, Ana Bárbara Pedrosa, Calila das Mercês, Camila Afonso, Cheila Delgado, Edson Incopté, Elisângela Rita, Eltânia André, Helena Abrahamsson, Israel Campos, Jamila Pereira, Rita Canas Mendes, Samuel F. Pimenta e Virgília Ferrão.

Na nota de apresentação da colectânea, José Manuel Amaral Lopes, director do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, destaca: “Ao celebrar os trinta anos da CPLP, celebramos também a força de uma língua que aproxima povos sem apagar as suas singularidades. Uma língua que continua a construir pontes entre continentes, a promover o diálogo, a incentivar a criação literária e a afirmar que a diversidade cultural é um dos mais valiosos legados da lusofonia.”

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