Presidente Chapo Aponta a Partir de Báruè Paz, Vigilância e Trabalho como Pilares da Prosperidade

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu quarta-feira, 3 de Junho, num comício popular realizado no distrito de Báruè, província de Manica, que a paz, a unidade nacional, a vigilância e o trabalho constituem pilares fundamentais para a conquista da independência económica e da prosperidade das famílias moçambicanas, apelando aos cidadãos para rejeitarem a desinformação, preservarem a estabilidade do país e intensificarem a produção como condição para acelerar o desenvolvimento nacional.

Falando no primeiro dia da sua visita de trabalho de três dias à província de Manica, no âmbito da Governação de Proximidade, o Chefe do Estado explicou que a deslocação a Báruè visa reforçar o contacto directo entre o Governo e as populações, ouvir as suas preocupações e assegurar que as prioridades identificadas sejam incorporadas na acção governativa.

“Nós tomamos posse no ano passado, no dia 15 de Janeiro, nós dissemos que íamos fazer uma governação próxima do povo. E, para nós, governação próximo do povo significa deixar o gabinete de Maputo, vir a Báruè, conversar com o povo, ouvir as preocupações do povo, porque nós trabalhamos para o povo”, afirmou.

Na sua intervenção, o governante colocou a paz no centro da agenda nacional, considerando-a indispensável para o desenvolvimento do país. Referindo-se ao Diálogo Nacional Inclusivo em curso em todo o país e aos desafios de segurança enfrentados por Moçambique, sobretudo em Cabo Delgado, destacou que “a unidade, a vigilância e o trabalho são o segredo da nossa vitória”, defendendo o reforço da coesão entre os moçambicanos como condição para consolidar a estabilidade e promover o crescimento económico.

O Presidente Chapo alertou igualmente para os perigos da desinformação e dos boatos, que, segundo afirmou, têm sido utilizados para dividir os cidadãos e desencadear actos de violência. “A mentira, o boato, a desinformação são inimigos da paz, são inimigos do desenvolvimento”, declarou, apelando às comunidades para permanecerem vigilantes e não se deixarem manipular por informações falsas que colocam em causa a convivência pacífica e o progresso colectivo. Ainda sobre a necessidade de preservar a harmonia social, o Chefe do Estado condenou todas as formas de violência e defendeu o diálogo como instrumento privilegiado para a resolução de divergências. “A política não se faz com violência. Não se faz com ódio. Não se faz com discursos de ódio. Não se faz com discursos de violência. Faz-se com amor. Faz-se com democracia, onde cada um respeita o outro”, afirmou, sublinhando que pensar de forma diferente não deve constituir motivo para conflitos entre cidadãos.

Na vertente económica, o estadista moçambicano apelou ao aumento da produção e produtividade agrícolas, considerando que o aproveitamento dos recursos disponíveis no país é a melhor resposta às crises internacionais e aos impactos da subida dos preços dos combustíveis. “Vamos todos trabalhar a terra. Vamos aumentar a produção e produtividade. Isto é que vai gerar riqueza para Moçambique”, afirmou, incentivando particularmente os jovens a envolverem-se nas actividades produtivas. No seguimento do discurso, o dirigente anunciou também o reforço do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) em Bàruè, destinado ao financiamento de iniciativas empresariais de jovens, mulheres e outros empreendedores. Segundo explicou, a procura pelos recursos disponibilizados superou as expectativas iniciais, razão pela qual o Executivo decidiu aumentar os montantes atribuídos aos distritos. “Decidimos que este ano vamos duplicar o valor do FDE para todos os distritos do país”, anunciou.

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