O presidente do partido Anamola, Venâncio, Mondlane foi ouvido na manha desta terça-feira, 14 de Abril, na Procuradoria-geral da República, PGR, em Maputo, no âmbito do processo sobre o assassinato de Elvino Dias, então assessor político de Venâncio.
Ladeado por membros da sua equipa e evitando as câmaras dos órgãos de comunicação, Venâncio Mondlane recusou-se a fazer qualquer pronunciamento no local remetendo a conferencia de imprensa que vai orientar a partir das 15h30 na sede do Anamola em Maputo.
Espera-se que na conferência de imprensa Venâncio Mondlane esclareça as alegações sobre a retirada de imunidade pelo Conselho de Estado para responder como mandante das violentas manifestações que se seguiram as sétimas eleições gerais e multipartidárias realizadas em Outubro de 2024 e que o Conselho Constitucional declarou vencedor Daniel Chapo e o seu partido, a Frelimo.
Para além dos aspectos políticos nacionais, como a proposta sobre o decreto relativo as regalias dos antigos Chefes de Estados, a crise dos combustíveis, espera-se também que Venâncio Mondlane aborde o ponto de situação sobre as investigações das circunstâncias da morte de Elvino Dias e Paulo Guambe em 2024 e a responsabilização dos culpados. Venâncio Mondlane esteve recentemente em Marrocos onde participou em painéis de alto nível sobre bases democráticas em economias emergentes. O político, apesar de ser o segundo candidato presidencial mais votado nas eleições presidenciais de 2024, foi também excluído do processo de diálogo político levado a cabo pelo governo de Daniel Chapo.





