Agências especializadas referem que os recentes ataques armados que se registam com alguma intensidade desde finais de Julho no centro e sul da província de Cabo Delgado já provocaram pelo menos 37 mortos. As fatalidades foram confirmadas nomeadamente no distrito de Chiúre, onde registaram-se 28 vítimas mortais entre 18 membros das milícias Naparamas e 6 civis na aldeia Walicha e ainda 4 militares em Nivenevene.
Segundo as mesmas fontes, no distrito de Ancuabe morreram 9 pessoas, incluindo 6 civis em Natocua, 2 Naparamas e 1 elemento da milícia governamental baseada em Nankumi, localidade de Salaue, no posto administrativo de Metoro.
Além disso, também foram reportados ataques e mortes nos dias anteriores que resultaram em dois Naparamas e um civil mortos na aldeia de Nankumi, em Ancuabe. Fontes locais relatam igualmente situações de casas e igrejas incendiadas, bem como a decapitação de civis identificados com a igreja cristã, em vários pontos de Cabo Delgado com a intensificação dos ataques principalmente desde final de Julho último.
Os terroristas terão também reivindicado um ataque em Walicha, no distrito de Chiúre, afirmando ter morto 18 elementos das milícias Naparamas e destruído dezenas de habitações e motorizadas.
Em Maputo ainda não há, pelo menos, uma atitude estadual incisiva tendo em vista a resposta ao terroriamo naquela província, que alguns círculos é apontado, alegadamente, como negócio do então presidente Filipe Nyusi e o ruandês Poul Kagame.





