Ainda não há focos reais de tumultos na cidade, mas já se nota uma crescente tendência de as pessoas deixarem a baixa de Maputo com medo de a situação de segurança degradar, principalmente com a subida dos ânimos, quer por parte do forte contingente da Polícia da República de Moçambique, PRM no local como dos apoiantes de Venâncio Mondlane cujo número cresce com o prolongar da audição.
Desde logo cedo destacando-se pela equipa canina, a PRM nas suas diversas especialidades conseguiu empurrar o grupo de jovens que logo pelas primeiras horas decidira amotinar-se de fronte da PGR, aguardando pela chegada do seu presidente, ‘o presidente do povo’.
De frente da PGR está localizado o Tribunal Administrativo, que também esteve no centro da crise que se instalou quando a polícia interpelou a juventude com ordens para abandonar o local. A polícia estendeu o número de entroncamentos bloqueados; a circulação está condicionada, principalmente para viaturas, maior parte das quais tendem já a abandonar o centro da capital. Ainda não se sabe realmente o que pode estar a se passar do interior da PGR, mas Venâncio Mondlane, pessoalmente ou a partir dos seus colaboradores, tem estado a actualizar a sua pagina no facebok, com mensagens que tranquilizam. Mas alguns comerciantes já fecharam os seus estabelecimentos, alguns transportes que garante o acesso ao centro da cidade não estão a fluir.
Venâncio Mondlane está desde (por volta) das 9horas de hoje 11 de Março, na sede da Procuradoria-geral República, PGR, depois de notificado na semana passada para responder de uma acusação sobre a autoria da convocação das manifestações que regrediram o ritmo de desenvolvimento económico de Moçambique.





