Pouco mais de 24 horas depois dos confrontos entre a Polícia e a caravana liderada por Venâncio Mondlane, no bairro de huleni, a cidade de Maputo tenta timidamente voltar a sua normalidade funcional, mas com medo e receio da possibilidade, sempre eminente, sobre a eclosão de um foco esporádico de manifestação, aparentemente em retaliação ao ataque da PRM ao ‘presidente do povo’.
Venâncio Mondlane foi visto na manhã desta sexta-feira, 7 de Março de 2025, no Aeroporto de Mavalane deixando Maputo aparentemente com destino a África do Sul; o sector do regime diz que é fuga, já que a Procuradoria-geral da República anunciara a instauração de um processo-crime contra Venâncio Mondlane, considerado promotor das manifestações. Porem, a ala pró venancismo alega que o presidente saiu do país por questões de segurança instigado com os acontecimentos da última quinta-feira, dia 5 de Março no bairro de Huleni.
Em Maputo, e desde o ataque policial, Venâncio Mondlane era dado como estando em paradeiro incerto e alguns sectores distantes do poder acreditam que teria sido raptado, mas Venâncio Mondlane apareceu na imprensa internacional a garantir que estava são e salvo num local seguro, apesar de alguns feridos na sua equipa.
Esta quinta-feira as suas plataformas digitais estiveram permanentemente activas e actualizadas com matéria relativa ao ataque sofrido no mesmo dia em que Daniel Chapo e outros 9 partidos políticos – entre parlamentares e extraparlamentares – concluíram compromissos sobre o diálogo entre as diversas esferas da sociedade tendo em vista o estabelecimento da paz no país.
Por outro lado, o porta-voz da Policia em Maputo, Leonel muchine, diz que a resposta violenta e com balas reais foi o culminar da ausência de um acordo de entendimento entre a Polícia da República de Moçambique, PRM, e os promotores da manifestação. Para a PRM, apesar de ser um direito constitucional, o processo de convocação e realização de manifestações obedece as suas leis e regras especificas estabelecidas, que aparentemente não terão sido respeitadas pelo venancismo.
Alguns sectores dizem que a saída de Venâncio de Maputo vaticina o caos, porque foi a partir de fora de Moçambique que o declarado segundo mais votado candidato presidencial nas eleições de 2024, convocou as mais violentas manifestações, que se realizaram depois de 9 de Outubro, dia do acto de voto para as sétimas eleições presidenciais e legislativas na história politico democrática de Moçambique. O Conselho Constitucional declarou Daniel Francisco Chapo e o seu partido vencedor das eleições.





