Pelo menos sete pessoas morreram esta segunda-feira durante as manifestações que se realizaram na vila de Morrumbene e que se prolongaram para a cidade da Maxixe, sul de Moçambique.
A onda de violência que iniciou logo pela manha do dia 24 deste Fevereiro na vila sede do distrito de Morrumbene, província de Inhambane, prolongou-se e atingiu a cidade da Maxixe, conhecida como a capital económica da província incluindo focos de violência na região de Joacane, limite entre o Município da Maxixe e o distrito de Morrumbene.
Na quarta-feira, 26 de Fevereiro, as autoridades locais reportaram o balanço de sete mortes entre os manifestantes dos quais 5 em Morrumbene e 2 na cidade da Maxixe.
As autoridades dizem que continuam a fazer o levantamento sobre os estragos, mas dezenas continuam a ser atendidos nos hospitais e a tranquilidade não está restabelecida, apesar da tendência da retoma do funcionamento do sector do comércio e outros serviços severamente afectados na revolta politica popular.
Os edifícios onde funciona o partido Frelimo foram dos principais visados, o que eleva a ideia sobre o descontentamento das massas em relação ao partido iniciado por Eduardo Mondlane. Aponta uma desconexão entre as massas e o topo do partido, que durante o regime de Filipe Nyusi tornou-se como uma que uma elite distante das bases.





