A cidade da Maxixe, na província de Inhambane acordou hoje terça-feira timidamente, depois dos tumultos que ocorreram ontem 24 de Fevereiro e que terminaram com um rescaldo preliminar de pelo menos um óbito e vários feridos para além de uma onda de destruição e saque de infra-estruturas do sector público e privado.
Desde as primeiras horas que a cidade foi tomada por populares que romperam pelos bairros arredores obrigaram ao encerramento de estabelecimentos comerciais, escolas e entidades como o Conselho Municipal e a sede onde funciona o partido Frelimo na Maxixe, a capital económica da província de Inhambane.
Entretanto, esta manhã, notícias da cidade de Inhambane, a capital província, indicam que populares na Praia do Tofo expulsaram o presidente do Conselho municipal Benedito Guimino, alegadamente por incumprimento de promessas eleitorais. Populares e munícipes de Tofo desaprovam a governação de Guimino incluindo os seus projectos. Em pleno dialoga Guimino foi apupado por uma multidão que gritava Venâncio, Venâncio. Estamos a tentar confirmar estas informações, com o respectivo presidente que não atende as nossas chamadas. Mas outras fontes em Inhambane dizem que a Praia de Tofo já foi tomada pela onde de manifestações de protestos contra a governação actual. Benedito Guimino, o actual presidente municipal chegou a ser julgado por um tribunal judicial de nível provincial por envolvimento em actos de corrupção nas obras municipais.
Refira-se que os tumultos que fustigam Moçambique iniciaram a 21 de Outubro de 2024 quando Venâncio Mondlane decidiu convocar populares para se rebelar contra o assassinato de Elvino Dias.
Na província de Inhambane a onda de violência tomou praticamente a totalidade dos distritos incluindo a capital provincial onde em Dezembro um jovem filho do chefe de quarteirão foi baleado na zona do bairro Muelé envolvido na queima de pneus.
O Presidente da República, Daniel Chapo, diz que vai trabalhar para combater as manifestações, que entretanto estão previstas na Constituição da República de Moçambique, que jurou defender e respeitar.





