O governo de Moçambique, através do Conselho de Ministros anunciou esta terça-feira a sua decisão de vender 91% das acções que detêm na empresa linhas Aéreas de Moçambique, LAM.
O facto foi tornado público no final da tarde desta terça-feira, através de um comunicado de imprensa apresentado a jornalistas pelo porta-voz da terceira sessão ordinária do novo executivo, dirigido pessoalmente pelo Presidente Daniel Chapo, em Maputo.
O comunicado de imprensa do Conselho de Ministros refere-se a aprovação da resolução que autoriza a alienação de 91% por cento das acções do estado na empresa linhas aéreas de Moçambique por negociações particular.
Por outro lado e de acordo com a fonte governamental, a resolução aprovada autoriza as empresas do sector empresarial do estado nomeadamente a gigante Hidroeléctrica Cahora Bassa, HCB, a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique, CFM e a EMOSE, Empresa Moçambicana de Seguros a adquirir a participação do Estado na LAM.
O estado explica ainda que com o valor que deverá ser arrecadado pelo negócio da venda de 91% de acções da sua participação na LAM, num valor nominal estimado de 130 milhões de dólares americanos pretende-se investir na aquisição de 8 aeronaves e reestruturação da empresa LAM.
No mês passado a LAM foi obrigada a fazer mexidas no topo do seu Conselho de Administração no seguimento da nomeação de Américo Muchanga para Ministro das Comunicações e Transformação Digital o que culminou com a indicação de Marcelino Gildo Alberto, um quadro considerado competente na componente de administração e gestão de empresas por causa do seu desempenho considerado ‘muito bom’ em frente da Electricidade de Moçambique, EDM. Marcelino Gildo é considerado o homem que salvou a EDM da tendência de falência em que se encontrava desde a sua imagem ao público até a degradação acentuada das suas contas. Gildo Alberto também é apontado como tendo contribuído para os níveis de conquista no negócio da energia ao nível da região porquanto Moçambique actua neste momento como player privilegiado no sector energético incluindo a SADC. Além disso a sua contribuição nos resultados que o governo de Filipe Nyusi conseguiu e reclama na expansão da energia para as comunidades rurais no país.
A LAM é uma empresa do estado considerada em situação de falência técnica com vários problemas na qualidade dos seus voos incluindo problemas de dívidas com os seus fornecedores para além de evidências sobre gestão danosa.
A LAM já passou por vários processos de reestruturação que falharam; a mais recente foi ensaiada pelo recente ministro Mateus Magala que fracassou ao tentar envolver uma empresa sul-africana na gestão sem aprovação da massa laboral, que boicotou a iniciativa. A LAM também é apontada como sendo uma espécie de ‘vaca leiteira’ do partido Frelimo.





