Dados não conclusivos indicam que nas 4 fases de manifestações anunciadas pelo candidato presidencial, Venâncio Mondlane, de 21 de Outubro a 21 de Dezembro de 2024, foram contabilizadas cerca de 131 mortes em todo o país.
De acordo com o relatório da plataforma Decide, que não incluem a chacina registada aquando da fuga de reclusos da BO e as vítimas de asfixia em um armazém em Maputo, das mais de 130 mortes, 115 foram causadas por disparos com recursos a balas reais e cerca 16 por razões diversas tais como atropelamentos, agressões físicas e inalação de gás lacrimogéneo.
O relatório salienta que, dos dados totais preliminares, 12 são menores, 4 mulheres e 9 foram agentes das Forças de Defesa e Segurança. Foram verificadas cerca de 4.039 detenções ilegais em todo o país, onde cerca de 95% dos detidos encontram-se em liberdade, devido à pronta intervenção, em grande parte dos casos, por parte da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) e, em alguns, de outras instituições como o Instituto de Patrocíonio e Assistência Jurídica (IPAJ). Importa frisar que um total de 2.039 casos deram entrada a partir da linha de denúncia da Plataforma Decide e os demais através dos outros meios/órgãos tais como: redes sociais e directamente à OAM.
Foram registados mais de 2.000 feridos por diversas razões, com destaque para os baleados que fazem um total de 345 em todo o país. De recordar que neste número de feridos, a Ordem dos Enfermeiros de Moçambique tem prestado assistência domiciliar aos mesmos para atenuar o sofrimento das vítimas no que diz respeito às deslocações às unidades hospitalares, porque muitas das mesmas nao têm condições para pagar um transporte. Durante as manifestações, tivemos o registro de 05 indivíduos desparecidos em Maputo, Inhambane, Sofala e Nampula.





